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Jornal da USP online

Competição com alunos da USP avalia comunicação de temas complexos da ciência

Publicado em 13 novembro 2020

Transmissão do FameLab Brasil acontece no dia 15 de novembro pela Tv Cultura e anunciará quem que vai representar o país na edição internacional do evento

A etapa final da competição de comunicação científica FameLab Brasil 2020 reunirá 30 pesquisadores de dez Estados brasileiros e será televisionada pela primeira vez em rede nacional. O vencedor será anunciado no programa especial transmitido no dia 15 de novembro, às 15h, pela TV Cultura e apresentado pelo jornalista Marcelo Tas. O evento é realizado pelo British Council em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Pela USP participam quatro pesquisadores: Juliane Cristina Ribeiro Fernandes, do Instituto de Biociências (IB); Guilherme da Silva Ferreira, da Faculdade de Medicina (FM); Jumes Leopoldino Oliveira Lira, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH); e Sara Malvar Mauá, da Escola Politécnica (Poli). Para conhecer todos os participantes clique aqui.

Sem a utilização do palco e de uma plateia presencialmente, desta vez os competidores terão que explicar um conceito científico e mostrar seu impacto na vida cotidiana em três minutos por meio de videoconferência. Para isso, eles receberam um treinamento em comunicação científica com a especialista britânica Wendy Sadler e o especialista brasileiro Ronaldo Christofoletti.

O grande prêmio será representar o País na FameLab Internacional entre jovens de outros 31 países. Além de seguir aprimorando as habilidades de comunicação em língua estrangeira, o vencedor brasileiro poderá ampliar sua rede de contatos, abrindo portas e criando oportunidades de negócios futuros. “A FameLab cria uma oportunidade para que cientistas contem sua pesquisa mantendo o rigor científico do conteúdo, mas colocando em palavras mais acessíveis para que outros setores consigam entender o trabalho que foi desenvolvido”, explica Christofoletti.

Apesar do resultado ainda não anunciado, Christofoletti conta que os 30 semifinalistas já tiveram um grande ganho participando de todo o processo: um novo olhar científico. “A gente vê que eles passam a compreender melhor quais são seus potenciais e onde precisam investir. Isso permite que saiam com o olhar de um pesquisador que pode comunicar de uma forma ainda mais eficaz, porque entendem as bases da comunicação e têm uma melhor autopercepção de como fazer isso.”

Etapas finais na TV brasileira

A TV Cultura reunirá em quase uma hora de programa os principais momentos de duas fases da competição: a semifinal, com 30 participantes, e a final, com 10 participantes, ambas apresentadas em videoconferência devido à necessidade de isolamento social. A migração da iniciativa para o não presencial trouxe um novo desafio para os competidores. “Nesse ano, o palco foi uma câmera. Então, existiram algumas adequações necessárias durante o treinamento, para desenvolver suas habilidades de contar em frente a uma câmera. Tivemos que dar uma nova abordagem à apresentação nesse sentido, já que a comunicação digital se tornou crucial”, ressalta o treinador.

Sobre a FameLab

Criada em 2005 pelo Festival de Ciência de Cheltenham, a competição é realizada pelo British Council em 32 países com o objetivo de promover a aproximação entre cientistas e público em geral, por meio da contextualização e abordagem de temas científicos no dia a dia da sociedade, além de incentivar o desenvolvimento de competências em comunicação, em especial a habilidade oral.

No Brasil, a 4ª edição conta ainda com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da TV Cultura.

.Com informações da Mira Comunicação, assessoria de imprensa da FameLab