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Comparado a outros países, Brasil tem poucos cientistas no exterior

Publicado em 23 setembro 2019

A revista da Fapesp publicou um artigo com base nos números da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O texto mostra que o deslocamento de cientistas brasileiros para o exterior sempre foi modesto em comparação ao que ocorre com pesquisadores de outros países.

Também mostra que não há sinais de que esteja aumentando o número de pesquisadores deixando o país, apesar da crise no financiamento da ciência.

Dados da OCDE, publicados em 2017 no relatório Science Technology and Industry Scoreboard, indicam que em anos recentes o Brasil manteve um fluxo equilibrado de cientistas com outros países, chegando a se mostrar um polo de atração de talentos. Foram analisados e armazenados artigos científicos de 2006 a 2016, e avaliada a trajetória dos autores.

O resultado mostrado pela revista é que o fluxo de entrada e saída de pesquisadores permaneceu baixo e estável no Brasil. Um contingente de 6.460 cientistas que estavam no país no início desse período havia mudado seu endereço profissional para os Estados Unidos ao final dele, enquanto 6.143 fizeram o caminho inverso. Esse trânsito é bem menor do que o observado no caso da China — cerca de 32 mil pesquisadores do país foram para os Estados Unidos entre 2006 e 2016, e um contingente semelhante fez o percurso contrário —, ou da Índia, na casa dos 20 mil pesquisadores.

Já as trocas com a Europa mostraram-se superavitárias para o Brasil: 1.742 cientistas saíram do país rumo à França, e 1.856 tomaram o caminho oposto; 1.284 pesquisadores deslocaram-se do Brasil para a Alemanha, ao passo que 1.311 fizeram o movimento contrário.

A pesquisa publicada pela revista da Fapesp também destaca que esses dados não são absolutos uma vez que não detecta quem não publicou trabalhos em dois lugares diferentes. A pesquisa também não avaliou o local onde os autores se formaram nem se saíram com a intenção de voltar — além de não contemplar dados de 2016 para cá.

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