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Brasil Econômico

Companhia registrou lucro de R$ 1,37 bi

Publicado em 23 abril 2010

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou, no ano passado, receita de R$ 6,73 bilhões, com crescimento de 6% sobre o ano anterior. O lucro, por sua vez, foi de R$ 1,37 bilhão, ante R$ 63,6 milhões, em 2008 — a diferença demais de 1000% se deve ao provisionamento de R$ 944,5 milhões, que corroeram o lucro esperado deR$ 1 bilhão.

O resultado positivo, associado ao fato de que a companhia foi capaz de rolar suas dívidas mesmo durante a crise internacional do ano passado, fez com algumas corretoras classificassem o desempenho da Sabesp acima da média do mercado. Ainda há alguma dívidas importantes para rolar nos próximos anos. Mas, como o mercado está mais líquido agora, não é nada preocupante, afirma Felipe Rocha, analista de saneamento da Link Corretora.

Segundo Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, a participação da Sabesp com recursos próprios em seus investimentos varia, normalmente, de 10% a 40%. Eventualmente é necessário colocarmos um pouco mais na frente, por causa de atrasos nos desembolsos de outras fontes financiadoras, diz. Entre as principais instituições financiadoras da companhia, estão a Japan Internacional Cooperation Agency (Jica), o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Menos perdas Uma das preocupações da companhia para garantir margens melhores tem sido a redução de desperdício. A companhia reduziu suas perdas de água tratada de 32% para 26%, nos últimos três anos e meio. Esses oito pontos percentuais são o suficiente para garantir o abastecimento de 2 milhões de pessoas, afirma Oliveira. Somente no ano passado, foram investidos R$ 261 milhões no Programa Corporativo de Redução de Perdas de Água.

Companhia aposta em inovação

De olho no potencial de ganhos com a aplicação e a venda de novas tecnologias, a Sabesp mantém um convênio de cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), de cerca de R$ 50 milhões, para o estudo de uma série de soluções ambientais.