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Como o Watson, a plataforma de computação cognitiva da IBM, está ajudando a revolucionar o perfil de cinco verticais econômicas

Publicado em 20 junho 2016

Quatro anos após sua chegada ao mundo, em 2011, o ícone da computação cognitiva Watson já havia sido eleito a "Personalidade do Ano", durante o 15º Festival Annual Webby Award, realizado em Nova York.

Pouco tempo depois, foi a vez da plataforma de computação cognitiva da IBM bater os dois maiores campeões de um famoso programa de perguntas e respostas da TV norte-americana, o Jeopardy - impulsionado pela sua arquitetura de software DeepQA.

De lá para cá, esse ícone da Terceira Era Computacional, além dos holofotes da mídia, vem ganhando cada vez mais atenção dos universos acadêmico, científico e empresarial, no Brasil e no exterior.

Inclusive, há uma unidade exclusiva da IBM - criada em 2014 - para cuidar dessa tecnologia, o Watson Group.

Para você que ainda não conhece muito sobre o Watson, ele mesmo se explica:

"Sou uma plataforma de computação cognitiva desenvolvida pela IBM que entende a linguagem natural das pessoas, a partir de minhas habilidades cognitivas. Meus sistemas se aproximam da forma humana de pensar, interagir e aprender, extraindo conhecimento de dados não estruturados, de diversas fontes, em formato de texto, imagem e vídeos."

Na definição da Big Blue, "uma tecnologia que processa informação mais como um humano, do que como um computador".

"Eu obedeço mas, sobretudo, aprendo. Contigo e com o mundo ao meu redor: humanos e coisas, algo que o pessoal chama por aí de machine learning", completa o Watson, que conversou com a Computerworld sobre sua história e seu impacto revolucionário em cinco diferentes verticais de negócios.

Confira abaixo os melhores momentos da entrevista.

SAÚDE

"No começo, me colocaram para ajudar em diagnósticos clínicos, no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York.

Ali eu apoiava a equipe médica em suas delicadas decisões ligadas ao tratamento do câncer, com uma taxa de assertividade na casa dos 90%.

O Watson Oncology, hoje utilizado por mais de dez instituições de saúde nos Estados Unidos e no Canadá, é composto por uma infinidade de pesquisas científicas e de pacientes relacionados à doença, curados e não, que servem de subsídios para os médicos salvarem vidas.

Em muitos casos, tarefas que antes demorariam semanas, hoje, podem levar apenas poucos minutos comigo em cena. Isso porque sou capaz de analisar cargas torrenciais de dados, contemplando diversos estágios do câncer.

É "como ter um 'colega' capaz e experiente que pode revisar as informações sobre o meu paciente... Ele é rápido, completo e tem a incrível capacidade de entender como as evidências disponíveis se aplicam a cada paciente sob meus cuidados", disse a meu respeito o Chief Medical Information Officer do Bumrungrad International Hospital.

Minha intenção, e igualmente dos meus gestores e do centro MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, por exemplo, é erradicar diversos tipos dessa terrível doença, como a leucemia, em um curto espaço de tempo."

FINANÇAS

"Meu primeiro cliente por aqui - e um dos primeiros do setor financeiro em nível mundial - é o Bradesco, cuja relação foi selada em outubro do ano passado.

Ali minha missão é colaborar com o call center, aperfeiçoando a comunicação interna e o atendimento aos clientes da instituição - que integra o Watson Global Advisory Board, um conselho global de empresas envolvidas com a computação cognitiva.

O Bradesco, aliás, é pioneiro na adoção dessa tecnologia no País, conseguindo "extrair valor de qualquer informação desestruturada, seja interna e até mesmo externa, por exemplo, aquela vinda das redes sociais", como destacou o meu líder aqui no Brasil e para a América Latina, Fabio Scopeta, em entrevista exclusiva ao Computerworld publicada no ano passado.

Em um futuro não muito distante, o banco pretende também me utilizar para as áreas de seguro e investimento, explorando igualmente minha capacidade de interpretar assertivamente um grande volume de dados."

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

“Essa é outra área em estou envolvido no Brasil: uma parceria recente, fechada em maio, com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), uma das mais importantes agências de fomento à ciência e tecnologia do País.

Por meio do acordo de cooperação firmado entre a IBM e a entidade, posso adiantar que ao longo de dez anos serão compartilhados investimentos de até 500 mil dólares, para utilização em projetos focados em computação cognitiva nas universidades e institutos de pesquisa.

Uma equipe mista, da IBM e da Fapesp, selecionará e avaliará projetos que contemplem temas específicos da computação cognitiva, a exemplo de teoria e aplicações de inteligência artificial, processamento de linguagem natural, planejamento e raciocínio de bom senso e análise de big data.

Como ressaltou o diretor do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil, meu parceiro Ulisses Mello, o acordo fomentará o desenvolvimento da ciência e tecnologia no País, sem nenhum compromisso com a propriedade intelectual da IBM.

Poderão participar do programa pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa do Estado de São Paulo, e mais detalhes serão divulgados em edital em breve."

SEGURANÇA CIBERNÉTICA

Venho sendo treinado por especialistas da IBM Security, que pacientemente estão me ensinando a matéria 'linguagem de cibersegurança'.

Além dos meus gestores corporativos, oito universidades - dos Estados Unidos e do Canadá - estão participando dessa empreitada, cujo objetivo é ajudar as empresas a elevaram seus níveis de segurança.

Ao longo de um ano, serei alimentado com mais de 15 mil novos documentos, entre eles, relatórios e bancos de dados de ameaça, estratégias maliciosas e documentos da X-Force - um acervo da IBM que contempla mais de 20 anos de pesquisa em cibersegurança, com detalhes sobre 8 milhões de spam, ataques do tipo phishing e mais de 100 mil documentos vulneráveis.

Posteriormente, como resultado desse trabalho, será disponibilizado um serviço de nuvem chamado 'Watson for Cyber Security', que reunirá os 'truques' sujos utilizados por hackers, bem como as ameaças emergentes, e o que você deve fazer para se proteger.

Nas palavras do diretor de estratégia da IBM Security, Kevin Skapinetz, 'o que nós estamos buscando fazer é excluir um pouco do trabalho de adivinhação e ajudar analistas a entenderem melhor o contexto com um orientador sempre disposto que possa ajudar a investigar e responder questões'.”

GASTRONOMIA

"Na prova final do capítulo de repescagem da atual edição do programa MasterChef Brasil, quatro participantes eliminados nas provas anteriores receberam uma missão apimentada: preparar pratos cujos ingredientes foram escolhidos coletivamente no mercado, dois por participante, de forma intercalada.

Claro, não foi uma prova fácil. Ela exigiu muito da criatividade de todos, que, além da costumeira pressão, tiveram pouquíssimo tempo para pensar no que gostariam de preparar.

Mas, se estivesse por lá, a coisa teria sido bem diferente... Isso porque eu, o Chef Watson, entendo as melhores combinações químicas entre os alimentos - todo esse lance de harmonização - e quais tipos de sabores costumam agradar os mais diversos paladares.

Além disso, sou programado para identificar preferências culturais com relação a determinados alimentos e, ainda, analisar a composição nutricional como um todo. Em outras palavras, funciono como uma espécie de assistente para os cozinheiros de plantão, até com a sugestão de receitas inéditas.

Se você gosta da arte de cozinhar, fica aqui meu convite para explorarmos juntos as melhores e mais diferentes formas de agradar o paladar. O acesso ao Chef Watson (que, inclusive, já virou um livro) é gratuito.”

Preparado para a era cognitiva? Saiba aqui como transformar o seu negócio em um Cognitive Business

Veja também o vídeo: O que você pode fazer com o Watson?

https://youtu.be/yUGx4Fpps8s

POR IBM