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Como empresas podem captar recursos para expandir no mercado

Publicado em 17 setembro 2019

Há sempre um momento na trajetória do negócio em que se atinge o ponto máximo que se poderia, de acordo com o que foi traçado no planejamento estratégico, e esse é o momento do gestor pensar na expansão do negócio, em novos desafios, para isso, será necessário pensar em como captar recursos para a expansão da empresa.

Marcelo Viana, consultor da T4 Consultoria, acredita que é fundamental que um negócio, esteja sempre em sintonia com o mercado a fim de buscar inovações em seus produtos/serviços, para que não caia na obsolescência, ou seja, para que continue sendo necessário ao público:

“É preciso se manter não apenas no mercado, mas fazer parte do desejo de consumo dos clientes. Isso se alcança com constante revisão do planejamento estratégico e com autonomia empresarial, que se conquista principalmente, com pleno conhecimento de gestão por parte do empresário”, acrescenta.

Onde obter financiamento para a expansão do negócio?

É preciso saber qual objetivo da empresa quanto à necessidade de linha de crédito, a partir disso, serão avaliadas as possibilidades para que se consiga captar recursos para a expansão da empresa, neste cenário, planejamento e preparo são fundamentais:

“Empréstimo, financiamento, recursos de fomento, recursos próprios, etc. São muitas as alternativas para o momento da captação de recursos, o fundamental é que o gestor tenha um bom projeto de captação, que demonstre a viabilidade do negócio para ampliação”, esclarece Viana.

Confira opções no momento de captar recursos para a expansão da empresa:

Capital próprio

Essa fonte de recursos também é conhecida como booststrapping. Quando o gestor tem essa possibilidade, a principal vantagem é a ausência de custos de financiamento e maior autonomia na tomada de decisões, mas em contrapartida, esse tipo de recurso limita as perspectivas de expansão da empresa, que precisará reinvestir parte dos lucros.

Capital de familiares e amigos

Esse recurso também é chamado de 3F, da sigla em inglês (friends, family and fools), tem baixo custo e se baseia na confiança das relações. Mas é preciso analisar muito bem se é a opção mais viável, até mesmo porque envolve vínculos emocionais.

Financiamento junto aos bancos

Essa é uma das opções mais seguras para as empresas, porque não ocorre perda da participação acionária. Mas é preciso ter em mente quais são as taxas de juros praticadas; que serão necessárias garantias patrimoniais e, claro, lidar com os riscos de se adquirir uma linha de financiamento a longo prazo.

Há muitas opções, a mais mencionada é o BNDES, mas as empresas também podem contar com o BNB (Banco do Nordeste do Brasil), com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, com o Banco da Amazônia, entre outros. É preciso que a empresa procure pelo modelo de financiamento mais adequado à sua necessidade.

Linhas de fomento e subvenção

Há também órgãos e agências de fomento que apoiam pesquisas voltadas à saúde, ciência, tecnologia e inovação, como é o caso da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), do Desenvolve SP, do PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) junto à FAPESP, entre outros.

“Nesses casos, o projeto é desenvolvido e apresentado aos órgãos e, se aprovado, o negócio terá um cronograma de prestação de serviços e prestação de contas a cumprir. É fundamental dar uma olhada nos editais e ver quais se adequam ao projeto da empresa”, explica o especialista.

Capital de risco

Esse é um recurso de risco em que investidores aportam capital esperando obter participação nos lucros da empresa. Entre os tipos de capital de risco, estão os investidores anjo, private equity e venture capital.

O que está em jogo no momento de captar recursos para a expansão da empresa junto a financiadoras

Para obter recursos, a empresa precisa estar de acordo com alguns critérios, dentre eles, demonstrar maturidade no mercado e equilíbrio financeiro.

Viana explica que antes da busca por investimento, o negócio precisa ter elaborado um projeto de captação de recursos, que contará com todos os detalhes sobre a empresa:

“O negócio precisa começar mensurando qual a cenário atual, aonde se pretende chegar e como chegar. É um documento que assume o papel de planejamento. Será possível para a instituição financeira, visualizar todos os aspectos pertinentes ao negócio e ter uma prévia noção da viabilidade da empresa”, acrescenta.

É fundamental que o negócio consiga provar a sua autossustentabilidade, capacidade de pagamento, sua credibilidade no mercado e experiência no segmento de atuação e garantias apresentadas. Esse projeto precisa ser claro, ter começo, meio e fim, e precisa principalmente comprovar que a empresa está em equilíbrio financeiro e em um grau de maturidade avançado para expandir no mercado.

“Negócios que apresentam problemas de caixa, como capital de giro insuficiente, descontrole no fluxo de caixa, gestão de estoque ineficiente, entre outros fatores, terão menos chances de conseguir financiamento junto a bancos e órgãos, porque é preciso apresentar consistência diante do mercado”, alerta o consultor.

O ideal é que a empresa antes de pensar em sua expansão, tenha claro se a gestão financeira e das demais áreas que envolvem a empresa, estão caminhando de maneira saudável.

“Não se pode expandir sem antes se certificar de que o negócio está caminhando com resultados positivos e consegue lidar com autonomia em todos os seus processos. Se alguma coisa está mal ou apresentando resultados insuficientes, procurar ajuda especializada pode ser o indicado”, finaliza o consultor.