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Jornal Brasil

Como anda a saúde vocal e auditiva do seu filho?

Publicado em 08 outubro 2013

Nenhuma data poderia ser tão emblemática como o Dia das Crianças para alertar os pais para os cuidados com a saúde de seus filhos. De imediato, a fala e a audição são dois sentidos importantes para a detecção de algum problema no desenvolvimento das crianças - sem descartar a locomoção e a visão. E isso, muito antes dos "prazos" pré-determinados, geralmente após os 18 meses, quando os pais começam a observar mais atentamente os aspectos cognitivos, especialmente relacionados à linguagem. "Muito antes, o choro é a primeira forma de comunicação de qualquer ser humano. Através deste som as mães são capazes de perceber se seu filho está com fome, com dor ou se algo não está legal. Por isto, é preciso estar atento à saúde da voz e a audição do seu pequeno desde a gestação. Este é um campo em que a fonoaudiologia tem trabalhado intensamente para garantir a prevenção e, se necessário, o tratamento mais adequado para as crianças desde o nascimento", afirma Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Neste contexto, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia alerta para dois aspectos importantes, como a disfonia e a perda auditiva que podem ocorrer na infância.

Você sabe o que é disfonia infantil?

Trata-se da dificuldade na produção da voz e/ou da alteração, como cansaço, rouquidão, voz fina ou grossa. "A laringe da criança não está fisiologicamente madura para suportar atividades de alta demanda vocal. Comumente, as crianças tendem utilizar a voz com mais frequência, de forma mais alta e forte, o que pode gerar impacto negativo às pregas vocais", explica a fonoaudióloga Anna Alice Almeida, vice-Coordenadora do Departamento de Voz da SBFa. "É preciso que os pais se atentem aos comportamentos vocais abusivos dos filhos, pois eles podem vir a gerar nódulos vocais", completa. Por outro lado, crianças muito quietas podem apresentar tensão ao falar gerando o mesmo impacto. O importante é observar como a voz é utilizada e procurar minimizar esforços desnecessários. O tratamento ideal é o interdisciplinar, com uma intervenção compartilhada entre o otorrinolaringologista, o fonoaudiólogo, a família e a escola. Todos esses agentes podem atuar de forma integrada em prol da reeducação vocal da criança, eliminando os hábitos nocivos e favorecendo uma produção vocal de qualidade e sem esforço de acordo com suas características de personalidade.

Perda auditiva na infância:

As crianças podem ser acometidas por diferentes tipos e graus de perda auditiva, seja devido a intercorrências no período de gestação (pré-natais) ou às intercorrências no período pós-nascimento (pós-natais). A fonoaudióloga Dóris Lewis, Coordenadora do Departamento de Audição da SBFa, explica que as perdas auditivas de origem pré-natal podem ser ocasionadas principalmente por infecções congênitas como a rubéola materna, citomegalovirus, toxoplasmose, herpes ou sífilis. E também por hereditariedade, má formação da orelha ou algumas síndromes, como a Síndrome de Down, muito suscetível às alterações auditivas. "Crianças nascidas prematuras e que permanecem na UTI Neonatal têm um risco maior de serem acometidas por algum grau de perda auditiva" lembra Lewis.

No pós-natal, as principais causas de perda auditiva são: meningite, caxumba ou otites médias. "As otites médias são muito comuns em crianças pequenas e em escolares e, por isso, é importante fazer exames periódicos para checar se está tudo bem com a audição das crianças", ressalta a fonoaudióloga.

Para as perdas auditivas permanentes é comum a indicação de próteses auditivas e a terapia fonoaudiológica com o objetivo de auxiliar o desenvolvimento da linguagem. Já para as perdas auditivas transitórias, o recomendado é que o otorrinolaringologista indique os tratamentos necessários. "No entanto, o fonoaudiólogo é essencial na identificação de perdas auditivas na criança, por meio de triagens auditivas, em diferentes fases da infância", conclui a fonoaudióloga Dóris Lewis.

Confira algumas dicas da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia para ajudar no cuidado com a voz e com a audição das crianças:

- Incentive a criança a falar sem gritar

- Ofereça bons modelos, não fale muito alto

- Oriente seu filho que imitar vozes pode ser ruim para garganta

- Cuide da saúde geral de seu filho, e procure sempre um especialista no caso de muita tosse, pigarros, resfriados etc.

- Mantenha a hidratação - beber água é muito importante!

- Ensine que dormir adequadamente é fundamental

- Tenha cuidado com alguns alimentos como bebidas gasosas, leites, derivados e chocolate

- Demonstre que a fala deve ocorrer de forma articulada

Outros links interessantes para saúde do seu filho:

Perguntas e respostas sobre Disfonia infantil: http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_disfonia.pdf

Perguntas e respostas sobre Audição: http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/faq_audiologia.pdf

Saiba mais sobre o Teste da Linguinha: http://www.youtube.com/watch?v=d3ARoZUkTvU

Saiba mais sobre o Teste da Orelhinha: http://sbfa.org.br/portal/noticias_select.php?id_news=109

No celular: Apps gratuitos para iPhone

Fono FAQ-Disfonia Infantil: https://itunes.apple.com/br/app/fonofaq-disfonia-infantil/id705010743?mt=8

Fono FAQ-Audiologia: https://itunes.apple.com/br/app/fonofaq-audiologia/id689093041?mt=8

Sobre a SBFa

Desde a década de 60 se tem conhecimento da existência de fonoaudiólogos atuando no Brasil. O reconhecimento da profissão ocorreu em 09 de dezembro de 1981. Com o decorrer das gestões, houve ampliação da articulação com as instituições públicas, como com os Ministérios da Saúde e da Educação, com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Hoje, sob a presidência de Irene Marchesan, dá continuidade às ações de fortalecimento da SBFa desde sua criação, com ampliação dos objetivos da Sociedade no que tange a identidade e o exercício profissional, a representatividade nacional e internacional e a modernização de sua estrutura. Além disso, a dinâmica dos trabalhos está cada vez mais descentralizada, com a ativa participação de uma diretoria expandida, que inclui 70 gestores atuando nos departamentos, comitês e comissões.

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Fonte: Baruco Comunicação Estratégica