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Como a ciência é vista em São Paulo?

Publicado em 20 março 2015

Profissão de cientista é a terceira mais admirada pela população, segundo pesquisa Datafolha. Pesquisa feita pelo Datafolha destaca que 88% da população considera muito importante investir em ciência e tecnologia, mas 70% acham que o investimento atual é insuficiente.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha apontou que a profissão de cientista é a terceira mais admirada pela população (61%), depois das de professor (77%) e médico (70%). Outro destaque é que, apesar de 88% considerarem muito importante investir em ciência e tecnologia, 70% acham insuficiente o investimento atual feito pelo país no setor e 86% acham que o governo deve financiar a pesquisa científica, mesmo que isso não traga benefícios imediatos.

Entre pesquisadores, melhores recursos financeiros e credibilidade são considerados os principais fatores para a escolha da FAPESP como agência de fomento para seus estudos.

Os números são de pesquisas feitas pelo Datafolha com três públicos no Estado de São Paulo: população geral, cientistas e formadores de opinião.

A pesquisa com a população geral foi feita em 138 cidades no Estado de São Paulo. Foram realizadas 3.217 entrevistas com homens e mulheres de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais. A pesquisa quantitativa contou com abordagem pessoal dos entrevistados mediante aplicação de questionário estruturado com cerca de 25 minutos de duração.

Dos entrevistados, 63% disseram ter algum interesse em ciência e tecnologia e 26%, muito interesse. O percentual com muito interesse no assunto “Ciência e Tecnologia” (26%) foi superior ao de “Economia e Empresas” (24%), “Moda” (14%), “Política” (12%) e “Curiosidades sobre pessoas famosas” (7%). Os assuntos de maior interesse foram “Medicina e Saúde” (51%), “Alimentação e Consumo” (45%), “Meio Ambiente e Ecologia” (39%), “Religião” (38%), “Esportes” (32%) e “Cinema, Arte e Cultura” (30%).

A população disse obter informações frequentes sobre ciência e tecnologia principalmente na TV (31%), na internet (24%) e em conversa com amigos (21%), seguido por jornais (18%) e revistas (10%).

Para 39%, a pesquisa científica no país está atrasada e 51% concordaram com a afirmação de que, ao tomarem as decisões, os políticos deveriam levar mais em conta as evidências científicas do que a opinião pública.

Para o presidente da FAPESP, Celso Lafer, “a pesquisa feita pelo Datafolha mostra a importância que a população atribui à ciência e o respeito que tem pelos cientistas. Em segundo lugar, evidencia a clara percepção de que cabe ao Estado apoiar a pesquisa científica, mesmo quando ela possa não trazer benefícios imediatos, e que a iniciativa privada também pode aumentar seus investimentos no setor”, disse.

Ao mesmo tempo em que a população valoriza a ciência e a atividade científica, a pesquisa revela que seu desconhecimento a respeito das instituições de pesquisa é grande: de acordo com o levantamento do Datafolha, 77% não sabem mencionar o nome de uma instituição no setor, nem mesmo de universidades. Ao serem apresentados a nomes de instituições, 26% disseram já ter ouvido falar da FAPESP, mas, desses, 65% não souberam dizer o que a faz a Fundação.

O conhecimento científico e tecnológico foi considerado de “muita utilidade”, principalmente no “cuidado com a saúde e prevenção de doenças” (70%), na “compreensão do mundo” (51%) e na “preservação do entorno de minha casa e do meio ambiente” (47%).

Para maiores informações ir ao enlace:

http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/03/16/como-a-ciencia-e-vista-em-sao-paulo/

Da Agência FAPESP