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Agência C&T (MCTI)

Começa hoje a 3ª Olimpíada Internacional Júnior de Ciências

Publicado em 05 dezembro 2006

Brasil sediará pela primeira vez a III Olimpíada Internacional Júnior de Ciências (International Junior Science Olympiad - IJSO).. Serão mais de 180 jovens de todo o mundo, entre 13 e 16 anos de idade. Há dez estudantes brasileiros de escolas particulares

Entre 4 e 11 deste mês, a cidade de São Paulo receberá cerca de 180 estudantes (da 6ª série do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio), representantes de 31 países, que participarão da III International Junior Science Olympiad — IJSO 2006 (Olimpíada Internacional Júnior de Ciências). Além do Brasil, os jovens vêm da África, da América do Sul, da Ásia e da Europa.
"O evento tem como principal objetivo estimular o ensino de ciências, principalmente nas disciplinas de Biologia, Química e Física", diz o professor Ozimar Pereira, organizador da IJSO no Brasil. "Nas duas primeiras edições, realizadas em 2004 e 2005 na Indonésia, país onde a competição nasceu, o Brasil conquistou, respectivamente, em 16º. lugar (uma medalha de bronze) e 12º lugar (duas medalhas de prata e uma de bronze). Desta vez, como país-sede, pretendemos ganhar a medalha de ouro", informa o professor.
Cada time é composto por seis estudantes e as provas abordam assuntos relacionados à Biologia, Física e Química em nível de dificuldade semelhante à 2ª fase do vestibular da Fuvest. Haverá três provas: uma de múltipla escolha, uma dissertativa teórica e a última, experimental. Os assuntos são tratados separadamente em cada prova: as duas primeiras são realizadas individualmente, mas, a terceira (prova experimental) será resolvida em duplas ou em trios. Para alcançar a classificação na IJSO, os participantes passaram por uma rigorosa seleção, que se baseou na apresentação do curriculum vitae de cada estudante, do histórico escolar, de duas cartas de recomendações e da produção de uma monografia sobre o tema Energias alternativas.
As provas da IJSO estão sendo elaboradas por um comitê de pesquisadores do Centro de Biotecnologia Molecular e Estrutural (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp, sediado no Instituto de Física de São Carlos da USP). Elas são elaboradas em Inglês e cada delegação a traduz, sob a supervisão de professores brasileiros, para o idioma nativo de cada estudante.
Além das avaliações, os jovens também cumprirão uma extensa programação científica e cultural, como visitas ao centro histórico de São Paulo, ao Instituto de Física e ao Museu de Geociências da USP, entre outras atividades.
Segundo o professor Ozimar Pereira, mais importante do que saber quem serão os países vencedores, que ganharão medalhas de ouro, prata ou bronze, é a experiência que os jovens estudantes ganham ao participar de um evento tão grandioso como esse. "Também temos como objetivo procurar fazer com que eles se integrem e conheçam um pouco das culturas dos outros países", revela.
As provas serão realizadas nos dias 5, 7 e 9 de dezembro, das 9 h às 13 h, no campus Paraíso da UNIP (Universidade Paulista, em São Paulo), localizado na Rua Vergueiro, 1211, tel.: (11) 2166-1000.
(As informações são da Assessoria de Imprensa da 3ª Olimpíada Internancional Júnior de Ciências)