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Com novo investimento em genômica, Guarapuava avança em pesquisa sobre doenças (3 notícias)

Publicado em 02 de novembro de 2025

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Informativo Pio do Jacu Folha de Curitiba

A pesquisa genômica que vem sendo desenvolvida em Guarapuava – para identificar diferentes tipos de doenças e métodos de cura – passará a contar com um Data Lake, uma central de informações com inteligência artificial para armazenagem e processamento das informações que estão sendo coletadas junto à população do município.

A Fundação Araucária investiu R$ 3 milhões no projeto SABIÁ - Saúde Avançada com Big Data e Inteligência Artificial. O banco de dados integra informações genéticas, clínicas e ambientais da população guarapuavana.

Guarapuava é o ponto de partida do Genoma Paraná e Genoma SUS – uma das bases do programa nacional e inédito no Paraná.

O Programa Genomas Paraná vem desde 2022 formando uma base de dados genéticos de moradores do Estado. Em Guarapuava, o SABIÁ ampliará esse acervo ao reunir, além das informações genéticas, dados clínicos e ambientais, com o objetivo de apoiar pesquisas em medicina de precisão e saúde pública baseada em evidências.

Segundo o coordenador do projeto, David Livingstone, o Data Lake permitirá análises preditivas em larga escala, capazes de antecipar surtos epidemiológicos, identificar riscos à saúde e personalizar tratamentos. “O SABIÁ prepara o Paraná para uma nova era de políticas públicas orientadas por dados, com foco na prevenção e no cuidado individualizado”, afirma.

Para a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, o projeto marca um avanço na estrutura científica e tecnológica do Estado. “A ciência de dados e a biotecnologia são áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável. Nosso objetivo é integrar pesquisa, formação de profissionais e aplicação tecnológica”, diz.

O modelo de Guarapuava será replicado em Pompeia (SP), em parceria com a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), sob coordenação do professor André Ponce de Leon, responsável pelo projeto IARA – Cidades Inteligentes. As atividades devem começar ainda neste mês.

Legado genético

O Genomas Paraná, também financiado pelo governo estadual, já sequenciou milhares de amostras biológicas de moradores da cidade de Guarapuava e dos distritos de Palmeirinha, Entre Rios e Guairacá. O programa busca identificar marcadores genéticos associados a doenças prevalentes e desenvolver estratégias preventivas personalizadas.

Com o avanço do SABIÁ, Guarapuava se consolida como um dos polos científicos mais relevantes do interior do Estado. O município, que já abriga uma base importante de coleta e análise genética, passa agora a integrar uma rede de inovação que une ciência de dados, biotecnologia e gestão pública para orientar decisões na área da saúde.