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Com ITA e universidades, Fapesp lança Rede de Dados Científicos

Publicado em 29 dezembro 2019

Iniciativa oferecerá, em uma plataforma aberta, dados associados às pesquisas desenvolvidas em todas as áreas do conhecimento no estado

Para obter maior eficiência no uso de informaçõs de ciência, a Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo) lançou a ‘Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo’.

A iniciativa vai disponibilizar, de modo organizado em uma plataforma aberta, dados associados às pesquisas desenvolvidas em todas as áreas do conhecimento no estado.

A rede envolve as seis universidades públicas do estado: Unicamp, USP, Unesp, UFSCar, UFABC e Unifesp, mais o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, e a Embrapa Informática Agropecuária.

“A ciência, entendida como um bem público, exige comunicação e o acesso aos resultados de projetos de pesquisas deve ser pleno, sem restrições, para que privilégios não sejam criados. A Rede de Repositórios de Dados Científicos vai dar conhecimento e acesso público não só aos pesquisadores, mas também para o contribuinte paulista que paga para que pesquisas sejam realizadas no Estado de São Paulo”, disse o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago .

Por meio da plataforma será possível ter acesso aos dados gerados em pesquisas científicas, independentemente de sua publicação em artigos científicos.

Para o pesquisador que gerou os dados, a Rede de Repositórios aumenta a visibilidade da sua pesquisa, permitindo o seu compartilhamento e reúso em novas pesquisas.

Entre os exemplos de dados que estão disponibilizados na primeira versão da Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo estão um banco de dados contendo toda a rede de drenagem da hidrografia brasileira sob a forma de grafos e um repositório de imagens de sintomas de doenças de plantas disponibilizado pelo CNPTIA-Embrapa.

“Iniciativas que buscam facilitar a integração e a colaboração entre pesquisadores têm dois resultados principais: o melhor progresso da ciência e a maior eficiência no uso de recursos que custeiam a pesquisa. A nova rede tem esse intuito. É uma iniciativa pioneira e bem sintonizada com as práticas de Open Science. Ela vai dar um grande impulso para o desenvolvimento científico do Estado de São Paulo”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp.

“Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. Estamos lançando uma iniciativa pioneira na América Latina, que vai aumentar a visibilidade da ciência no Estado de São Paulo”, avaliou Claudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e integrante da Coordenação Adjunta da FAPESP para o Programa de Pesquisa em eScience e Data Science.

“A colaboração entre as instituições participantes para a criação desta rede começou em 2017 a partir da exigência, pela Fapesp, de um Plano de Gestão de Dados entre os anexos obrigatórios de propostas submetidas”, completou.