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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Colóquio debate as representações da violência na América Latina

Publicado em 09 setembro 2009

Por Jeverson Barbieri

Reunir pesquisadores latinos e europeus visando refletir principalmente sobre a violência na América Latina é o principal objetivo do III Colóquio Escritas da Violência, sediado no auditório do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). O evento, que teve a abertura oficial nesta quarta-feira (9) e segue até sexta-feira (11), faz parte do projeto temático "Escritas da Violência", financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao avaliar a evolução das discussões e debates desde a primeira edição do evento, o professor Márcio Seligmann-Silva, um dos coordenadores do colóquio, enfatizou a ampliação da rede de relações institucionais. Atualmente, segundo ele, é uma rede que, além das universidades brasileiras, tem a participação de pesquisadores da Argentina, Peru, Colômbia, Estados Unidos, Itália, Alemanha e Portugal. "Essa rede cresceu muito em dois anos e meio. Existe uma vontade muito grande de dar continuidade a esse projeto e, até mesmo, transformá-lo em um núcleo ou algo semelhante", ressaltou Seligmann-Silva. A abertura do evento contou com a participação do coordenador geral da Universidade, Edgar Salvadori De Decca.

Professor de Literatura Portuguesa e Brasileira da Universidade de Bologna (Itália), Roberto Vecchi disse que o projeto é de altíssima qualidade e tem um forte grau de interdisciplinaridade. Ele disse que o tema está no centro das discussões de várias universidades, não só na América Latina, mas na Europa, sobretudo. "Temos centros importantes na Itália, França, Espanha e Portugal pesquisando sobre o tema, que inclusive é o tema dos grandes projetos de financiamento europeus. Portanto, ter a possibilidade de dialogar com os colegas não é apenas um momento cientificamente rico, mas cria bases para pensar outros projetos de dimensão maior que poderemos elaborar entre os continentes europeu e latino-americano", afirmou Vecchi.