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Ecosfera 21

CO2 Climático, uma breve cronologia da ciência

Publicado em 09 maio 2020

Por Ecosfera 21

Pode-se dizer que o principal marco da revolução industrial foi a invenção da máquina a vapor de James Watt no ano de 1777. Resultado do aperfeiçoamento (aumento de eficiência), 65 anos após, do invento de Thomas Newcomen em 1712. A expansão dessas máquinas elevou o consumo de lenha e posteriormente de carvão, resultando em emissões crescentes de CO2 e demais poluentes. O petróleo só começou sua epopeia no final do século XIX com advento dos motores a combustão.

A partir do século XIX aumenta o interesse para entender o funcionamento do clima e do efeito estufa, e suas relações com o CO2. Mas o tema só ganharia maior destaque no século seguinte com o avanço dos equipamentos de laboratório. Porém, foi no limiar do desse novo século, em 1900, que o cientista sueco Knut Angstrom conclui com suas pesquisas que pequenas concentrações de CO2 teriam grande capacidade de reter calor. Uma descoberta que na época não havia recebido o devido valor como importante contribuição para a ciência do clima.

Muito se avançou na ciência do clima nos primeiros três quartos do século XX, até que em 1979 tem lugar em Genebra (Suíça) a primeira conferência do clima “World Climate Conference – WCC” organizada pela World Meteorological Organization (WMO). Reuniram-se praticamente os maiores nomes em matéria de clima de 53 países e 24 organizações internacionais. Ao final daquele evento foi apresentado um relatório que transmitia um alerta sobre a possível influência humana no clima, recomendando novas pesquisas sobre o assunto.

A partir daí surge em 1988 o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU. Cientistas do mundo todo contribuem com estudos e avaliações sobre as alterações no clima. Esse conteúdo é organizado na forma de um relatório. Até hoje já foram concluídos cinco deles.

Na RIO-92 (ECO-92) é proposta a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Dois anos depois, em 1994, começa a vigorar na forma de um fórum anual sobre o tema. Em 1995 acontece a primeira Conferência das Partes (COP1) em Berlim na Alemanha.

1. Ciência do Clima – Século XIX

Notadamente os avanços da ciência são acompanhados dos avanços da tecnologia dos equipamentos de medição e pesquisa, portanto a cronologia das descobertas e suas confirmações segue essa lógica.

Começo por destacar o sueco Knut Angstrom, que no limiar do século XX (em 1900) concluiu seus estudos afirmando que o CO2 mesmo em pequenas concentrações na atmosfera, tem grande capacidade de reter partes do espectro infravermelho (calor), ou seja, esse gás potencializa o efeito estufa. Naquele momento Agnstrom não tinha como perceber a importância de sua descoberta.

Seu compatriota o químico Svante Arrhenius, 4 anos antes em 1896, chega a conclusão de que a jovem era industrial, baseada na energia térmica do carvão para movimentar as recém inventadas máquinas a vapor, vai colaborar para o aumento do efeito estufa natural. Chegou a afirmar que isso poderia ser benéfico para as futuras gerações. Naquele momento a população mundial era estimada em menos de 2 bilhões de pessoas.

Já o físico irlandês John Tyndall, em 1861, demonstrava que o vapor d’água e outros gases são responsáveis pelo efeito estufa e credita enorme importância desse fenômeno para a vida vegetal em particular.

Importante reconhecer outros pioneiros que antecederam Angstrom e Arrhenius, que se ocuparam no estudo sobre o efeito estufa, como o físico francês Joseph Fourier 76 anos antes de Angstrom em 1824 descreve o fenômeno natural “efeito estufa” do planeta Terra, no qual os gases da atmosfera retem parte da energia solar na forma de calor, elevando assim a temperatura da superfície terrestre.

Foi o cientista escocês Joseph Black que no século anterior, em 1754, identificou (descobriu) pela primeira vez a existência do gás dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Knut Angstrom (cientista sueco) Em 1900 – conclui que pequenas concentrações de CO2 tem grande capacidade de reter calor.

Svante Arrhenius (químico sueco) Em 1896 – Afirma que a queima do carvão (era industrial) vai aumentar o efeito estufa.

John Tyndall (físico irlandês) Em 1861 – Demonstra que o vapor d’água e outros gases são responsáveis pelo efeito estufa.

Joseph Fourier (físico francês) Em 1824 – Os gases do efeito estufa (fenomeno natural) retem parte da energia solar em forma de calor.

Tabela 1. Resumo dos principais fatos científicos, acerca do CO2 e do efeito estufa, ocorridos no século XIX.

2. Ciência do Clima – Século XX (parte I)

Apesar de um relativo avanço no conhecimento sobre a teoria do dióxido de carbono, essa caiu em descrença nas primeiras décadas do séc. XX. Foi retomada em 1938 pelo o engenheiro inglês Guy Stewart Callendar. A partir dos trabalhos de Arrhenius, publicou vários estudos sobre o ciclo do carbono a partir de dados de estações meteorológicas da época. Callendar argumentava que a queima de combustíveis fósseis seria responsável pelo aumento de 6% da concentração de CO2 na atmosfera entre 1900 e 1936, e isso seria o responsável pelo aumento da temperatura observada nesse mesmo período. Callendar, assim como Arrhenius, não considerava que isso seria um problema para gerações futuras.

Em 1955 o pesquisador norte americano Gilbert Plass, utilizando uma nova geração de equipamentos consegue analisar em detalhe a absorção de infravermelho de diferentes gases de efeito estufa. Sua conclusão indica que ao dobrar a concentração de CO2 na atmosfera (de 300 para 600 ppm) a temperatura média atual na superfície do planeta (18ºC) será acrescida de 3ºC a 4ºC. A ciência atual, mais de cinquenta anos depois, endossa essa análise.

Poucos anos depois, em 1957, os norte americanos Roger Revelle (oceanógrafo) e Hans Suess (químico) deduziram que os oceanos não são capazes de absorver todo o CO2 lançado na atmosfera, como era aceito anteriormente. Revelle em texto afirmou que “atualmente, os seres humanos estão realizando um experimento geofísico em larga escala…”

Charles David (Dave) Keeling no ano seguinte, em 1958, utilizando-se de um equipamento desenvolvido por ele mesmo, inicia a medição periodica de CO2 na atmosfera em duas regiões, Havaí (Mauna Loa) e na Antártica. Após quatro anos apresenta a primeira prova inequívoca, o nível de CO2 na atmosfera está aumentado. As medições continuam até hoje.

Figura 1. No gráfico se observa um aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera desde o final da década de 1950 até 2010, medidos na estação de Mauna Loa. A concentração desse gás na atmosfera passou de 315 ppmv em 1958 para 385 ppmv (partes por milhão em volume) em 2010, ou seja, em 52 anos houve um aumento de 70 ppmv (22%). A linha vermelha indica as variações sazonais de CO2 por conta da fotossíntese, a absorção pelas plantas no período de seu crescimento (redução da concentração de CO2 na amosfera). Fonte: https://skepticalscience.com/translationblog.php?n=1473&l=10

Já em 1965 a Presidência dos Estados Unidos é alertada, por uma Comissão de Aconselhamento, de que o efeito estufa é uma preocupação real.

A crescente preocupação ambiental no início da década de 1970 era sobre poluição química, testes nucleares e caça à baleia. Por conta disso é organizada a primeira conferência da ONU sobre o meio ambiente, em 1972 em Estocolmo (Suécia). Nesse evento é oficializada a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), a agência da ONU para o meio ambiente. Nota-se que a questão sobre mudança climática ainda era muito incipiente nesse momento.

Três anos após a conferência da ONU, em 1975, pela primeira vez aparece o termo “aquecimento global”, utilizado pelo cientista Wallace Broecker (norte americano) no título de um de seus trabalhos científicos.

Já em 1979 acontece a primeira conferência mundial sobre o clima (World Climate Conference – WCC) organizada pela World Meteorological Organization (WMO). Esse evento reuniu grande parte dos maiores especialistas em clima de todo o mundo. O relatório decorrente deste encontro alertava para a possibilidade da influência humana no clima e recomendava pesquisas para investigar essa questão – o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera e o seu efeito sobre o clima terrestre.

O Protocolo de Montreal, de 1987, restringi o uso de substâncias químicas que destroem a camada de ozônio, esta protege a pele das pessoas contra os raios Ultra Violeta. Acaba tendo um efeito, não previsto, de maior ação a favor do clima (redução das emissões de gases do efeito estufa) do que o próprio Protocolo de Kyoto que surgiu dez anos depois, em 1997.

Num intervalo de 91 anos a população mundial cresce duas vezes e meia, passando de 2 para 5 bilhões de pessoas (1896 a 1987).

É lançado o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU em 1988. Reúne cientistas do mundo todo para reunir estudos e avaliações sobre as evidências em torno das alterações no clima na forma de relatórios a cada 6 anos aproximadamente, além de incluir recomendações de ações.

A segunda edição da conferência do clima, em 1990 foi realizada com base no primeiro relatório produzido pelo IPCC (AR1 de 1988). Esse evento iria impulsionar a realização da segunda Cúpula da Terra, a Rio-92.

Guy Stewart Callendar (engenheiro inglês) Em 1938 – a queima de combustíveis fósseis seria responsável pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera, resultando no aumento da temperatura. Segundo os estudos apresentados por Callendar.

Gilbert Plass (pesquisador norte americano) Em 1955 – se a concentração de CO2 atmosfera dobrar a temperatura média na superfície do planeta será acrescida de 3ºC a 4ºC. Chegou muito próximo dos estudos atuais.

Roger Revelle (oceanógrafo) e Hans Suess (químico) – EUA Em 1957 – deduziram que os oceanos não são capazes de absorver todo o CO2 lançado na atmosfera, como se imagina anteriormente.

Dave Keeling – EUA Em 1958 – inicia as medições de CO2, e após quatro anos apresenta a primeira prova inequívoca, de que o nível de CO2 na atmosfera está aumentado.

Comissão de Aconselhamento Em 1965 – a presidência dos Estados Unidos é alertada, pela comissão de que o efeito estufa é uma preocupação real.

UNEP (ONU) 1972 – a primeira conferência da ONU sobre o meio ambiente (Estocolmo – Suécia) trata da poluição química, testes nucleares e caça à baleia.

Wallace Broecker (cientista – EUA) Em 1975 – apresenta pela primeira aparece o termo “aquecimento global” em seus trabalhos.

Primeira – World Climate Conference – WCC (organização WMO) Em 1979 – ocorre a primeira conferência mundial sobre o clima em Genebra. O relatório final traz um alerta para que avancem as pesquisas sobre a possível interferência da humanidade sobre o clima.

Protocolo Montreal (ONU) Em 1987 – Entre em vigor o Protocolo de Montreal, que restringi o uso de substâncias químicas que destroem a camada de ozônio.

IPCC (ONU) Em 1988 – Entre em vigor o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

Segunda – World Climate Conference – WCC (organização WMO) Em 1990 – acontece segunda edição da conferência do clima.

Tabela 2. Resumo dos principais fatos científicos, acerca do CO2, efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas e conferências internacionais, ocorridos no século XX, até 1988.

3. Ciência do Clima – Século XX (parte II)

Emissões de carbono (CO2) – a partir da queima de combustível fóssil e da atividade industrial, em apenas 62 anos (1927 a 1989), as emissões de carbono cresceram 400%, passaram de 1 bilhão (3,67 bilhões tCO2) para 5 bilhões (22 bilhões tCO2) de toneladas por ano, também indicou um aumento de 20% da emissão per capita que passou de 3,67 t para 4,4 t CO2.

Já em 1990 o IPCC apresenta seu primeiro Relatório (AR1), que conclui que haverá uma elevação importante da temperatura do planeta em decorrência das emissões de CO2 de origem antrópica somadas às emissões naturais de gases de efeito estufa.

No ano de 1992 tem sede no Rio de Janeiro a ECO 92 ou Rio 92, a segunda grande cúpula da Terra sobre meio ambiente. Representantes das nações participantes subscrevem os termos da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas – (UNFCCC, sigla em inglês). Esse documento define uma matriz única sobre mudanças climáticas. O objetivo central é frear o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, principalmente de CO2. Naquela oportunidade os países industrializados concordaram em reduzir suas emissões anuais.

A COP 3 é realizada na cidade de Quioto (Japão) no ano de 1997. É firmado o Protocolo de Kyoto no qual os países ricos se comprometem a reduzir as suas emissões até o período de 2008 a 2012, com metas que variavam muito de um país para outro (média 5,2%). O Senado dos EUA (maior emissor até então) acabou por não ratificar esse acordo.

Ano mais quente – no ano seguinte ao Protocolo de Quioto, em 1998, registra-se o ano mais quente desde os primeiros registros meteorológicos. Presume-se que isto ocorreu por uma combinação de condições extremas do fenômeno El Niño associadas ao aquecimento global. Naquele ano a temperatura média global superou em 0,52ºC a média do padrão, que considera um período de 30 anos, de 1961 a 1990.

IPCC (ONU) Em 1990 – o IPCC apresenta seu primeiro Relatório. Afirma que as emissões adicionais de CO2 de origem antrópica irão elevar de maneira significativa a temperatura do planeta.

ECO-92 (ONU) Em 1992 – acontece no Rio de Janeiro a segunda cúpula da Terra, a ECO-92.

UNFCCC ? COP (ONU) Em 1994 – entra em vigor a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças do Clima, e surge a figura da Conferência das Partes (COP).

COP-1 (IPCC/ONU) Em 1995 – é realizada em Berlim (Alemanha) a primeira conferência das partes signatárias da convenção (COP-1), onde são estipulados limites de emissão dos gases de efeito estufa (GEE).

Relatório AR2 (IPCC) Em 1995 – o IPCC apresenta o seu segundo relatório, onde os cientistas afirmam, com 95% de certeza, que aquecimento global é resultado das atividades humanas

COP-3 Protocolo de Quioto Em 1997 – o Protocolo de Quioto é firmado na COP-3. Os países ricos se comprometem a reduzir as suas emissões de CO2 (5,2% em média).

Tabela 3. Resumo dos principais fatos científicos, acerca do CO2, efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas, relatórios e conferências internacionais, ocorridos até o final do século XIX.

4. Ciência do Clima – Século XXI

A primeira década do novo século foi muito importante no avanço da ciência, nas propostas de mitigação e adaptação as mudanças climáticas. Já no primeiro ano, em 2001, é divulgado o terceiro relatório de avaliação AR3 do IPCC que reconhece a atividade humana como causa principal do aquecimento global observado na segunda metade do século 20.

Ondas de calor. A onda de calor que varreu a Europa ocidental em 2003 deixou 70 mil mortos. Esse fenômeno climático deve se intensificar neste século em todo o mundo,

de acordo com o IPCC. Causa grande desconforto nas pessoas e aumenta o risco de mortalidade, principalmente de crianças e idosos.

Quatro anos mais tarde o Protocolo de Kyoto (tratado internacional), proposto em 1997, entra em vigor tardiamente (março de 2005). Pois havia a exigência que fosse ratificado por pelos menos 55 países, que juntos produzissem no mínimo 55% dos gases de efeito estufa. Diferentemente do acordo de Paris (dezembro 2015) que em menos de uma ano começou a vigorar passando pela mesma exigência do seu antecessor.

No ano seguinte a vigência do Protocolo de Kyoto, o economista britânico do Banco Mundial, Nicholas Stern, apresenta o relatório que leva seu nome (Relatório Stern, 2006). Conclui que diante da inação as mudanças climáticas podem reduzir o PIB global em até 20% em decorrência dos eventos extremos (secas, enchentes, ondas de calor, entre outros). Porém para reduzir as mudanças climáticas será necessário investir apenas 1% do PIB global.

O quarto relatório de avaliação do IPCC AR4, de 2007, conclui com certeza superior a 90% que o homem é responsável pelas mudanças climáticas da era moderna.

Havia grandes expectativas de um novo acordo global na conferência do clima da ONU em Copenhague 2009 (COP 15). Naquele evento se reuniram governos de 192 países do mundo. Porém o resultado da conferência foi pífio, apenas numa declaração política controversa, o Acordo de Copenhague.

O quinto relatório do IPCC (AR5) foi divulgado em Estocolmo, na Suécia no mês de setembro de 2013. Afirma que caso continue o aumento das emissões de GEE nos próximos anos, a temperatura média do planeta poderá aumentar até 4,8°C até 2100. Essa afirmação é embasada pela revisão de milhares de pesquisas realizadas nos últimos cinco anos.

Concentração de CO2 (> 400 ppm) – a concentração média diária de CO2 na atmosfera ultrapassou 400 ppm em 2013, pela primeira vez desde 1958 (Observatório de Mauna Loa, no Havaí).

O acordo de Paris de 2015, firmado com 195 países durante a COP 21, tem como principal objetivo manter o aumento da temperatura média do Planeta abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Atualmente essa temperatura já foi superada em 1°C. Serão empenhados esforços para limitar esse o aumento da temperatura até no máximo 1,5 °C, ou seja, daqui pra frente não deverá aumentar 0,5°C.

O Relatório Especial do IPCC sobre o Aquecimento Global de 1,5 °C foi divulgado em outubro de 2018 na Coréia do Sul (aprovado por 195 governos). Trata-se de um relatório científico de enorme referência. Enfatiza a necessidade crítica de uma ação climática urgente, pois é diminuta a janela de oportunidades que se apresenta.

O fechamento da segunda década do século XXI pode representar um marco muito importante no enfrentamento das mudanças climáticas, a supor pela aprovação do livro de regras do acordo de Paris, que poderá acontecer na COP-25 (dezembro de 2019).

Relatório AR3 (IPCC) Em 2001 – o AR3 (3° relatório de avaliação do IPCC) indica como causa principal do aquecimento global (segunda metade do século XX) decorre da atividade humana.

Protocolo de Kyoto (IPCC) Em 2005 – o Protocolo de Kyoto, proposto em 1997, entra em vigor.

Relatório Stern (UK) Em 2006 – o Relatório Stern, conclui que as mudanças climáticas podem reduzir o PIB global em até 20%. Para combater custo de cerca de 1% do PIB global.

Emissões globais de CO2 de 2006 Em 2006 – as emissões globais de carbono a partir da queima de combustível fóssil e da atividade industrial atinge 8 bilhões de toneladas por ano (29 bilhões de tCO2).

Relatório AR4 (IPCC) Em 2007 – o AR4 (4° relatório de avaliação do IPCC) conclui que há mais de 90% de chance de que as emissões de gases causadores do efeito estufa a partir da atividade do homem serem responsáveis pelas mudanças climáticas da era moderna.

Projeto Keeling (Mauna Loa, no Havaí) Em 2008 – nos últimos 50 anos as concentrações de CO2 aumentaram de 315 partes por milhão (ppm) em 1958 para 380 ppm em 2008.

COP 15 (ONU) Em 2009 – a COP 15 acontece em Copenhague (Dinamarca) e reúne governos de 192 países do mundo. Havia uma grande expectativa para um novo acordo global (substituindo protocolo de Quioto), Porém o resultado foi apenas uma declaração política controversa.

População mundial 2011 – a população humana chega a marca de 7 bilhões de pessoas.

Projeto Keeling (Mauna Loa, no Havaí) mais de 400 ppm CO2 2013 – dados do Observatório de Mauna Loa, no Havaí, informam que a concentração média diária de CO2 na atmosfera já ultrapassou 400 partes por milhão (ppm), pela primeira vez desde que as medições começaram, em 1958.

Relatório AR5 (IPCC) Em 2013 – foi apresentado o quinto relatório do IPCC (AR5). Em se mantendo o ritmo das emissões de GEE nos próximos anos, a temperatura média do planeta poderá aumentar até 4,8°C até 2100.

COP 21 (ONU) – Paris Em 2015 – foi firmado acordo, com 195 países, de que a temperatura média do Planeta não ultrapasse 1,5°C, em relação aos níveis pré-industriais.

Relatório 1,5°C (IPCC) Em 2018 – divulgado o Relatório Especial sobre o Aquecimento Global de 1,5 °C. Destaca a necessidade de uma ação climática urgente.

Tabela 4. Resumo dos principais fatos científicos, acerca do CO2, efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas, relatórios e conferências internacionais, ocorridos no século XXI.

Referências

BBC – Cronologia das Mudanças Climáticas, 2013. Link: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/09/130927_cronologia_mudancas_climaticas#orb-banner

Brasil – Alexandre Luis Junges e Brasil, Neusa Teresinha Massoni. O Consenso Científico sobre Aquecimento Global Antropogênico: Considerações Históricas e Epistemológicas e Reflexões para o Ensino dessa Temática. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências RBPEC 18(2), páginas 455 a 491. Agosto 2018.

CETESB – PROCLIMA. Linha do Tempo. Link: https://cetesb.sp.gov.br/proclima/linha-do-tempo/

CIENCIAECLIMA. 5 gráficos sobre as emissões de CO2 dos países, 2019. link: https://cienciaeclima.com.br/5-graficos-emissoes-co2/

EUROPARL (Parlamento Europeu) – Emissões de gases com efeito de estufa por país e setor (Infografia). Link: https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/society/20180301STO98928/emissoes-de-gases-com-efeito-de-estufa-por-pais-e-setor-infografia

FAPESP – Quinto relatório do IPCC mostra intensificação das mudanças climáticas, setembro 2013, Link: http://agencia.fapesp.br/quinto-relatorio-do-ipcc-mostra-intensificacao-das-mudancas-climaticas/17944/

Goldemberg, Jose., Villanueva, Luz Dondero. Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento. Sao Paulo: Edusp, 2003.

Lopes, Reinaldo José e Fioravanti, Carlos. Ondas de calor – mais intensas, longas e frequentes, FAPESP 2017. Link: https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2017/12/026-029_ondas-de-calor_262_novo-1.pdf

MMA – Ministério do Meio Ambiente. Linha dos tempo das relaizações das COPs, Link: https://www.mma.gov.br/clima/convencao-das-nacoes-unidas/conferencia-das-partes.html

Nobre, Carlos A. – Reid, Julia – Veiga, Ana Paula Soares. Fundamentos científicos das mudanças climáticas. São José dos Campos, SP – Rede Clima/INPE, 2012.

Prolo, Caroline.O que falta para o Acordo de Paris funcionar? Observatório do Clima, Link: https://medium.com/@observatorioclima/o-que-falta-para-o-acordo-de-paris-funcionar-558402a63637

Skeptical Science. A Historia da Ciência do Clima, link: https://skepticalscience.com/translationblog.php?n=1473&l=10

WWF-Brasil. Novo relatório do IPCC sobre aquecimento de 1,5°C pede mais esforços para ação climática, 2018. Link: https://www.wwf.org.br/?67822/Relatrio-do-IPCC-2018-sobre-aquecimento-global-de-15C-incita-mais-esforos-para-ao-climtica-global

ANEXO

Emissões de CO2e na EU em 2017

Figura 1. O gráfico apresenta as emissões de CO2e, em 2017, dos países que integram a união europeia. Fonte: Emissões de gases com efeito de estufa por país e setor (Infografia) 2018 https://www.europarl.europa.eu/news/pt/

Maiores emissores mundiais em 2015

Figura 2. O gráfico apresenta as emissões de CO2e, em 2015, dos países maiores emissores do mundo. Fonte: Emissões de gases com efeito de estufa por país e setor (Infografia) 2018 https://www.europarl.europa.eu/news/pt/

Emissões cumulativas de CO2 (265 anos)

Figura 3. O gráfico apresenta a participação dos países nas emissões de CO2 cumulativas ao logo de 265 anos (1751 a 2016). Nota-se que as emissões aceleraram principalmente a partir do século XX. Fonte: Global Carbon Project (GCP); Carbon Dioxide Information Analysis Centre (CDIAC). Disponível em https://cienciaeclima.com.br/5-graficos-emissoes-co2/

Linha do tempo das COPs

Figura 4. Linha do tempo das COPs. A primeira teve lugar em Berlim (1995) e a mais recente, a COP 24, em Katowice na Polônia (2018). Destaque para as COP 3 em Kyoto (1997), COP 15 em Copenhague (2009) e COP21 em Paris (2015).

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