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CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

CNPq e Fapesp firmam acordo com laboratório britânico para apoiar pesquisas no Brasil

Publicado em 20 outubro 2011

O laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK) investirá até R$ 3 milhões (1 milhão de libras) em pesquisas no Brasil desenvolvidas em cooperação com pesquisadores científicos e participação conjunta do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq/MCTI) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) como parte do novo acordo do projeto global Trust in Science .

A iniciativa visa a contribuir para que pesquisadores apoiados por ambas às instituições possam desenvolver pesquisas que resultem em novas drogas e vacinas para o controle de doenças consideradas prioritárias pelo governo brasileiro.

O Brasil é um dos primeiros países do mundo a se beneficiar do projeto por seu comprovado potencial científico. O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, representantes da GSK, e da Fapesp se reúnem nesta sexta-feira (21), em São Paulo, para assinatura dos acordos de cooperação científica. Também participam da cerimônia o ministro Adjunto da Saúde britânico Simon Burns, e Sérgio Swain Muller, Coordenador de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da Secretaria da Saúde de São Paulo.

Intercâmbio - O projeto prevê a participação conjunta em pesquisas futuras, além de bolsas de estudo destinadas à formação de pesquisadores. Os projetos desenvolvidos em cooperação incluem a possibilidade de intercâmbio de pesquisadores das instituições de pesquisa brasileiras e da GSK. O objetivo do laboratório é estabelecer uma cooperação duradoura na área de saúde com instituições locais, tendo como foco grupos de doenças infecciosas, metabólicas, respiratórias.

O presidente da GSK no Brasil, Cesar Rengifo, destaca a importância da iniciativa para o país dizendo que "esta é uma forma de a GSK reconhecer e contribuir para o desenvolvimento do extraordinário potencial científico do Brasil. O projeto visa a estimular avanços científicos e tecnológicos voltados especificamente às necessidades do país, considerando as características e prioridades estabelecidas locais, contemplando, inclusive, doenças consideradas negligenciadas".

" O CNPq tem interesse em promover a realização conjunta de objetivos entre as instituições de pesquisa e a iniciativa privada, o que contribui para o desenvolvimento do país. A área farmacêutica merece especial atenção devido ao grande volume de importações do Brasil. Devemos fortalecer a nossa capacidade científica e tecnológica neste campo ", ressalta Oliva.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cientifico da Fapesp, afirma que a colaboração com a GSK tem potencial para incremento de projetos inovadores sobre prevenção e tratamento de doenças relevantes para a saúde pública no país. "A Fapesp investe na intensificação de colaborações entre pesquisadores de universidades e de empresas buscando benefícios para a pesquisa no estado de São Paulo, especialmente porque os desafios propostos estimulam uma contribuição significativa ao avanço do conhecimento, à inovação e à formação de recursos humanos", diz.

Os acordos firmados preveem investimentos compartilhados. Ou seja, para cada valor aplicado pelas instituições de fomento, a GSK investirá o mesmo até o teto de R$ 3 milhões. Os futuros acordos de cooperação deverão prever apoio aos projetos selecionados a partir de 2012.

Trust in Science no Brasil - O primeiro acordo firmado dentro da iniciativa do projeto Trust in Science foi em 2010 com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A GSK e a instituição firmaram uma parceria única de cooperação para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para o tratamento de doenças tropicais negligenciadas, enfermidades que apresentam maior incidência em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Esta parceria prevê que cientistas da Fiocruz e do Centro de Pesquisa da GSK, Tres Cantos, em Madri, na Espanha - dedicado a doenças que são prioridade global e a doenças tropicais negligenciadas - compartilhem novas pesquisas e conhecimentos sobre doenças como malária, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose. A iniciativa, baseada no conceito "inovação aberta", objetiva estimular amplas parcerias colaborativas, proporcionando acesso a toda infraestrutura, processos e experiências existentes em Tres Cantos, além de permitir o acesso aos dados e a todo o conhecimento da GSK sobre doenças tropicais negligenciadas.

Este acordo ampliou a parceria de 25 anos entre a GSK e a Fiocruz para a produção de vacinas consideradas prioritárias para a saúde pública no Brasil, dentre elas a poliomelite, sarampo, caxumba, rubéola, Haemophilus gripe tipo b (Hib), rotavírus e doença pneumocócica. A parceria também tem apoiado o desenvolvimento de pesquisas e a produção no país, por meio de transferência de tecnologia.

Este ano, a GSK acertou outra parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para a realização de cursos, pesquisas e, potencialmente, para o incremento de novos tratamentos e medicamentos na área de oncologia. A intenção é que, futuramente, o Inca possa não só fazer mais pesquisas clínicas em parceria com a GSK, como também desenvolver novas moléculas em colaboração, tornando-se uma referência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O acordo prevê que médicos e pesquisadores das duas instituições compartilhem conhecimentos na área de oncologia, contribuindo para a formação de profissionais brasileiros dentro do próprio país.

Sobre o CNPq - O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é uma agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destinada ao fomento da pesquisa científica e tecnológica e à formação de recursos humanos para a pesquisa no país. Sua história está diretamente ligada ao desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil contemporâneo.

Sobre a Fapesp - A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), uma das mais importantes agências de fomento à Ciência e Tecnologia do Brasil, é mantida pela transferência de 1% das receitas tributárias do estado de São Paulo. Em 2010, seu dispêndio foi de R$ 780 milhões para o apoio a projetos de pesquisa. Aproximadamente um terço do seu desembolso anual se destina para a formação de pesquisadores por meio de bolsas. Mais de 50% são aplicados na pesquisa acadêmica, e 10% são investidos em pesquisas voltadas para a aplicação, em pequenas empresas ou em parcerias entre universidade e empresas, também para subsidiar a formulação de políticas públicas.

Sobre a GlaxoSmithKline - É uma das empresas líderes em saúde e pesquisa farmacêutica, comprometida em melhorar a qualidade de vida das pessoas, permitindo que façam mais, vivam mais e sintam-se melhores. Para outras informações, visite www.gsk.com (Com informações da Fapesp, GSK e FSB)

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