“Precisamos implementar no Brasil uma política industrial que estimule as empresas a investir na constante incorporação de novas tecnologias”. É o que defendeu o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, durante o quarto seminário da série 200 anos de Independência: A indústria e o futuro do Brasil.
“Produção de bens de alto valor agregado adequados às crescentes exigências dos consumidores. Esses são os requisitos indispensáveis para a construção de uma indústria conectada com a era do conhecimento e de um país próspero e socialmente justo”, afirmou.
O seminário foi transmitido ao vivo pelo Youtube da CNI. Participaram do evento o ex-senador e conselheiro emérito da CNI, Armando Monteiro Neto; o empresário e presidente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Dan Ioschpe; a economista e coordenadora de Estratégia Industrial e Desenvolvimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ana Cristina Costa; e o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Carlos Pacheco.
Robson Andrade lembrou que, ao contrário dos planos do passado, em que predominavam as medidas protecionistas, as atuais políticas de apoio ao setor industrial de países como Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul, estimulam a exposição das empresas ao concorrido mercado internacional, e têm como foco a ciência, a pesquisa e a inovação. “Não existe país forte sem uma indústria dinâmica, competitiva e integrada ao mercado global”, defende.