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Clorovale tem garantido direito sobre invenção

Publicado em 31 maio 2002

Por Fabiana Pio
A Clorovale, pequena fabricante de brocas diamantadas, registrou suas patentes no Brasil e no exterior com o apoio do Núcleo de Patentes e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A empresa participou do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE) da Fundação de Pesquisa, onde desenvolveu seis produtos, entre eles a broca odontológica diamantada de alta rotatividade. Segundo Evaldo Corati, um dos sócios da Clorovale, ela é mais resistente que as convencionais. Além disso, dispensa anestesia em 80% dos casos de tratamento de cárie, graças a sua precisão no corte. Esse produto teve sua patente registrada no Brasil e também na Europa, Canadá e Estados Unidos. Segundo Corati, todos os produtos desenvolvidos foram patenteados com a ajuda financeira da Fapesp. "Já havíamos tentado registrar patentes sem recorrer à ajuda de terceiros, mas tivemos problemas na elaboração dos textos.É importante ter um escritório de boa qualidade", diz. Uma patente nacional, para ser registrada, custa cerca de R$ 3 mil; em outros países, aproximadamente US$ 50 mil. A Clorovale participou do Venture Fórum do projeto Inovar da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Foi uma das 17 empresas selecionadas e obteve um financiamento de R$ 150 mil para começar a fabricar os primeiros produtos para comercialização. Localizada em São José dos Campos, a Clorovale está iniciando seus primeiros contatos comerciais na cidade de Campinas, interior paulista.