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Cimatec Industrial, em Camaçari (BA), deve contribuir com as pesquisas na área da construção civil

Publicado em 05 fevereiro 2019

Concebido para ser o primeiro centro multidisciplinar do país e capaz de dar suporte para a fabricação de grandes protótipos, realizar testes em escala natural, permitir a montagem de plantas industriais piloto e ainda oferecer infraestrutura para pesquisas e ensaios em atividades de alto risco, o Cimatec Industrial de Camaçari (BA), unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), já tem data para ser inaugurado. A primeira etapa de implantação do projeto, que inclui 62 mil m² de área construída dividida em dez galpões e uma estrutura administrativa, será entregue no primeiro semestre de 2019.

“Vale ressaltar que o Cimatec Industrial tem um plano diretor com um olhar para 20 anos, com 5 etapas de implementação, que devem totalizar um total de 4 milhões de m² de área construída. No momento, alcançamos 75% do cronograma de lançamento da primeira etapa”, explica o gestor do projeto, Tarso Nogueira. Segundo ele, o novo espaço vem para complementar a já robusta infraestrutura do SENAI Cimatec, localizado em Salvador (BA), ampliando ainda mais os esforços em pesquisa e inovação, criando condições para que o CIMATEC se mantenha entre os líderes de pesquisas e inovação no país e também uma referência internacional.

Mais especificamente na área de construção civil, Nogueira conta que o projeto abrigará um grande laboratório que irá contribuir para testes de grandes projetos relacionados a novos materiais e ensaios relacionados às cidades inteligentes. “O Cimatec Industrial tem o objetivo de suprir as demandas de PD&I no país. O projeto preve uma grande área multidisciplinar, com a integração de diversas áreas, com espaço destinado ao empreendedorismo, à difusão do conhecimento e à inovação”, complementa.

Além do laboratório destinado à construção civil, a primeira fase do centro de Pesquisa e Desenvolvimento também abrigará laboratórios em áreas diversas, como indústria automobilística, óleo e gás, processos químicos, química fina, conformação e união de materiais, metrologia e projetos de engenharia. O investimento dessa primeira etapa é de R$ 80 milhões, segundo dados da Revista Pesquisa Fapesp.

Ainda segundo a Fapesp, nas próximas etapas o espaço será dotado de estruturas como pistas de testes automobilísticos e aeronáuticos. Contará ainda com um tanque para testes de equipamentos submersos, laboratórios de grande porte que ainda serão definidos e um túnel de vento – instalação utilizada para simular o efeito do ar em protótipos industriais, como projetos de aviões, automóveis, pás eólicas, aerogeradores, e pela indústria da construção civil.

Fonte: Engenharia Compartilhada