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Cietec completa dez anos de incentivos ao empreendedorismo no Brasil

Publicado em 04 junho 2008

O Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) completa em 2008 dez anos de incentivos ao empreendedorismo, inovação e transformação de boas idéias tecnológicas em negócios bem-sucedidos. Nesta quarta-feira (4), a organização apresentou os resultados obtidos em 2007, bem como um balanço dos da última década.

Quando deu início às suas atividades, em 1998, eram apenas 15 empresas incubadas. Ao fim de 2007, esse número era de 127, que, juntas, registraram receita de R$ 33,41 milhões e empregaram 780 profissionais especializados. O valor faturado pelas incubadas representa um incremento de cerca de 13% em relação a 2006, quando havia 115 empresas incubadas. Também os impostos recolhidos passaram de R$ 5,81 milhões para mais de R$ 6,68 milhões entre 2006 e 2007. As exportações, que não são o foco inicial dessas empresas, começaram a acontecer timidamente em 2002, quando as incubadas venderam US$ 16,25 mil para o exterior. Em 2007, essa cifra foi de US$ 56 mil.

O Cietec atribui boa parte do êxito de suas iniciativas à parceria e apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo (SDES), e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), além das agências de fomento à pesquisa; Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e dos nossos instituidores; Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Juntas, essas organizações dedicaram R$ 7,8 milhões ao Cietec nos últimos dez anos. Além disso, o Cietec tem o custeio sustentado pelo o Sebrae-SP que, em 2007, aportou R$ 945,3 mil e na última década investiu um total superior a R$ 5 milhões.

De acordo com o balanço apresentado pelo Cietec, em 2007, 13 empresas ganharam a solidez necessária para se graduar, o que significa deixar o centro e seguir independentemente no mercado. Tanto foi assim que seis das 13 empresas graduadas, que representam 4,7% do total das empresas incubadas, faturaram juntas R$2,96 milhões. Isso quer dizer que sozinhas elas responderam por 8,9% do total da receita de todas as empresas. Além disso, elas empregaram 62 profissionais especializados, ou 7,9% do total dos postos de trabalho em todas as incubadas.

Entre as empresas graduadas estão a Site Educacional, especializada no planejamento e implantação de projetos para educação à distância, a Sentry, que desenvolve soluções de diagnóstico de eletrocardiograma via telefone celular e a Compass, desenvolvedora de software para mobile business.

Novas incubadas

Em 2007, o Cietec recebeu 54 inscrições para seus processos seletivos, dos quais 31 planos de negócios foram aprovados para período de incubação. Com isso, mantém o número atual de empresas incubadas em torno de 130 – eram 127 ao final de 2007. Esta quantidade, que já faz do Cietec o maior centro incubador da América Latina, segundo José Carlos Lucena, coordenador técnico do Cietec, é a considerada ideal para que todas as empresas sejam assessoradas com qualidade. O processo de avaliação da viabilidade do plano de negócios apresentado é feito por um comitê técnico formado por consultores ad-hoc da Finep/MCT, IPEN, IPT, Sebrae-SP, SD-SP e USP.

A inovação é o critério de maior relevância no momento da análise dos planos. Outra característica comum aos empreendimentos que nascem no Cietec é o foco na sustentabilidade empresarial. Ou seja, pautar a gestão dos negócios com base na ética e na transparência e ter seus resultados mensurados em três esferas inseparáveis – a econômica, a social e a ambiental.