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Cietec abre as portas para incubar projetos de tecnologia do LSI-TEC

Publicado em 05 dezembro 2006

O Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) está abrindo suas portas para o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) da Universidade de São Paulo (USP).
Em um acordo de cooperação técnico-científica firmado nesta terça-feira (05/12), projetos de tecnologia, automação e microeletrônica do LSI podem receber suporte de negócios no Cietec além de contribuir com projetos já incubados no centro.
Entre as frentes de trabalho do LSI estão softwares que serão embutidos nos adaptadores (set-top-boxes) de TV Digital no Brasil, projetos de microeletrônica, identificação por radiofreqüência (RFID), automação predial e industrial.
"Estamos abrindo as portas do Cietec para que os pesquisadores do LSI se sintam mais estimulados a viabilizar seus negócios e incentivar a nacionalização na área de tecnologia", afirma Franco Margonari Lazzuri, coordenador da incubadora de software do Cietec.
Segundo Lazzuri, pelo menos dois projetos do LSI devem ser incubados no Cietec recebendo assessoria jurídica, de negócios e tecnológica. O próximo edital para a abertura de novos projetos deve ocorrer em feveiro de 2007.
Atualmente, o Cietec conta com 126 empresas incubadas em sua sede na USP. No ano passado, 15 delas foram graduadas para iniciar suas operações no mercado.
O Cietec conta com subsídios do Sebrae, que investiu 900 mil reais na incubadora este ano, e de entidades como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que já dedicou 12,2 milhões de reais em 95 projetos de 75 empresas incubadas pelo Cetec, de 2002 até novembro deste ano.
Durante a celebração do acordo com o LSI, no evento batizado de "Café Tecnológico Fapesp", o Cietec apresentou alguns projetos que contam com suporte da fundação.
Entre eles está a criação de células a combustível de hidrogênio da Eletrocell. "O primeiro foco da idéia é substituir geradores a diesel", destaca Lazzuri. A idéia, que tem o apoio da Eletropaulo, deve ser aplicada inicialmente em data centers e hospitais.
Outro projeto incubado com o apoio da Fapesp compreende a reciclagem de todos os componentes de lâmpadas flurorescentes. A idéia da Trampoo envolve a abertura de centros de reciclagem para grandes empresas.
Outra idéia apresentada hoje é um sistema de alisamento de roupas a vapor da Coll. Criado por uma comissária de bordo e um engenheiro, o equipamento chamado Agillisa tem capacidade de passar até 12 peças de uma vez.
O projeto da Central Rã, como o próprio nome indica, utiliza um óleo extraído do intestino da rã criando uma pomada antiinflamatória para curar ferimentos e queimaduras.