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CIESP lança em Sertãozinho programa voltado ao setor de Petróleo e Gás

Publicado em 31 outubro 2012

O CIESP e a FIESP (Centro e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o SENAI (Serviço de Aprendizagem Industrial), em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) e a FINEP (Financiadora de Projetos), promoveram na manhã desta terça-feira (30/10), o quarto evento de lançamento do Programa NAGI PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás), no auditório do Centro Empresarial Zanini, em Sertãozinho, SP.

Voltado às empresas que fornecem ou que tem intenção de fornecer máquinas e equipamentos ao setor de Petróleo e Gás, o Programa NAGI PG capacitará até 2014, cerca de 400 pequenas e médias indústrias de nove polos (São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Sertãozinho, Osasco, Guarulhos, ABCD, Campinas, Sorocaba e Piracicaba) e contará com o apoio financeiro da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), que somam cerca de R$ 2 milhões.

Segundo o diretor titular do CIESP Sertãozinho, Adézio Marques, o objetivo maior do programa é apresentar aos empresários um novo nicho de mercado para expansão de seus negócios. "É importante frisar que nossa intenção não é abandonar o setor sucroenergético, mas gerar novas oportunidades de negócios para a indústria produzir enquanto não há demanda das usinas", afirmou Adézio.

O secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini, ressaltou que o polo industrial de Sertãozinho tem condições de atender um novo mercado. "O APL (Arranjo Produtivo Local) será lançado em breve e em conjunto com a FATEC e o SENAI nossas indústrias terão não só a expertise, mas profissionais qualificados para atender a demanda do setor de petróleo e gás", disse Marcelo Pelegrini.

Com duração de dois anos, o Projeto NAGI PG contempla capacitações coletivas em inovação, aplicação de diagnósticos da inovação, entrevistas individuais nas empresas para elaboração de matriz da análise de projetos de inovação, assessoria empresarial individual para elaboração de Planos de Gestão de Inovação, Projetos de Inovação e apresentação dos mesmos às instituições de fomento. "Além da Petrobrás, tem mais nove petroleiras e refinarias interessadas nos projetos brasileiros. É um mercado abrangente e lucrativo", ressaltou Egídio Zardo Júnior, analista de projeto do DECOMTEC (Departamento de Competitividade e Tecnologia) da FIESP.

O objetivo final é que o programa NAGI PG contribua para o aumento do conteúdo local, identificando e apoiando indústrias nacionais a desenvolverem e fornecerem seus produtos e serviços para a cadeia de P&G.

Parceira no projeto, a FINEP é o aporte financeiro para os projetos das indústrias que pretendem inovar e investir em novas linhas de negócios. "Nossa missão é transformar o Brasil por meio da inovação, apoiando projetos de risco tecnológico e facilitando o acesso das empresas nos institutos de pesquisa", explicou William Respondovesk, técnico do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da FINEP. De acordo com William, a FINEP concede financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis com taxas de 4% a.a. e carência de até 48 meses.

A Inselli Engenharia e Consultoria Ltda, localizada em Sertãozinho, SP, apresentou a todos o "Sistema de detecção de vazamentos em oleodutos e gasodutos", projeto ainda em andamento e que contou com o financiamento da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). "Investir em inovação trouxe sucesso a nossa empresa, nos tornou mais competitivos", comentou Marcelo Selli, diretor da Inselli Engenharia.

Ao encerrar o evento, a presidente DEPAR (Departamento de Ação Regional) da Macrorregião 03 (Ribeirão Preto, Sertãozinho e Franca) e membro da Plenária Estadual do CIESP, Maria Conceição F. Turini discursou aos presentes. "Sertãozinho tem capacidade e potencial para desenvolver produtos e serviços para esse novo mercado. Por isso, o CIESP trouxe esse benefício a vocês. É a nossa chance de ajudar e melhorar nossas indústrias em um momento em que a crise assola o setor sucroenergético" afirmou Maria Conceição (Assessoria de Comunicação, 30/10/12)