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Cientistas unidos: Solidariedade na ciência

Publicado em 16 abril 2020

Por Bruno de Pierro / Pesquisa FAPESP

Cientistas unidos: Solidariedade na ciência: pesquisadores criam estratégias para ajudar uns aos outros a enfrentar a epidemia do novo coronavírus.

Dia 20 de março, pouco depois de a Universidade de São Paulo (USP) anunciar a formação de uma rede de laboratórios para reforçar o diagnóstico molecular do novo coronavírus (Sars-CoV-2), dezenas de e-mails chegaram ao coordenador da iniciativa, o médico Roger Chammas, professor da Faculdade de Medicina (FM).

Coronavírus acelera produção científica

Foram enviados por pesquisadores dispostos a ajudar voluntariamente na força-tarefa. “Foi emocionante receber mensagens de alunos de doutorado, estagiários de pós-doc e professores da USP e de outras universidades, todos se colocando à disposição para auxiliar na ampliação dos testes laboratoriais no estado de São Paulo”, diz Chammas.

Quatro dias antes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia recomendado a testagem em massa, na tentativa de conter o avanço explosivo da epidemia pelo mundo.

“Outras instituições estão promovendo o financiamento coletivo como forma de complementar as verbas para pesquisas” 

Além da USP, outras instituições paulistas, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto Butantan , mobilizaram seus laboratórios como parte de uma estratégia do governo do estado para suprir a crescente demanda de análise de casos suspeitos. Até então, essa tarefa vinha sendo desempenhada unicamente pelo Instituto Adolfo Lutz, principal órgão de vigilância epidemiológica de São Paulo.

Solidariedade na ciência

“Os cientistas estão conscientes da necessidade de unir esforços para enfrentar essa crise”, afirma Chammas, chamando a atenção para o senso de solidariedade e auxílio mútuo que se instalou no meio acadêmico desde a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, em 26 de fevereiro.

Com a coordenação integrada de laboratórios pela USP, ele estima que será possível realizar 135 mil diagnósticos nos próximos três meses, utilizando testes moleculares do tipo RT-PCR em tempo real – um método para detectar o RNA viral das amostras de secreções respiratórias dos pacientes.

Análises Clínicas

Cinco unidades da USP integram a rede, sendo que uma delas, o Laboratório Central do Hospital das Clínicas (HC), na capital paulista, já tem capacidade instalada para executar 30 mil diagnósticos por mês até junho.

Os demais laboratórios localizam-se no Hospital Universitário, no campus do Butantã (em parceria com o Instituto de Ciências Biomédicas, a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia e a Plataforma Científica Pasteur); na Faculdade de Odontologia, em Bauru; na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, em Pirassununga; e no Hospital de Clínicas e no Hemocentro em Ribeirão Preto.

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