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Cientistas protestam contra o descaso político pela ciência no Brasil (1 notícias)

Publicado em 20 de abril de 2017

Neste sábado, dia 22 de abril, dia mundial da Terra, ocorrem em mais de 500 cidades do mundo a Marcha pela Ciência. No Brasil, 21 protestos estão programados. A ideia das manifestaçoes começou nos Estados Unidos, como medida de contra-ataque às políticas prejudiciais à ciência que o presidente Donald Trump vêm tomando.

O objetivo, agora, é muito maior: chamar a atenção para a importância da ciência dentro da sociedade e fazer um apelo aos políticos para que as pesquisas científicas sejam respeitadas como fonte de referência para a criação de legislaturas.

Com instituições brasileiras apoiando a causa, como a Universidade de São Paulo e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, os cientistas irão protestar também contra os cortes de gastos feitos recentemente pelo governo federal.

Em um deles, por exemplo, ocorrido no final de janeiro, o governo do estado de São Paulo retirou 10% do orçamento destinado à Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A decisão foi revertida e R$ 120 milhões foram devolvidos aos fundos de pesquisas, após manifestações da comunidade.

"Temos carência de políticas públicas e investimentos que favoreçam a pesquisa científica" afirma um dos organizadores do evento e aluno de Biologia na USP, Felipe Simões. Entre as cidades onde estão programas as marchas encontram-se São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Boa Vista, Goiânia, Salvador e Curitiba (clique nos links para mais informaçoes).

No mundo, a principal delas ocorrerá na cidade de Washington, capital norte-americana, onde os cientistas caminharão até à Casa Branca. Mas outras cidades como Londres, Paris, Lisboa, Sidney e Pequim também estão entre os lugares onde as marchas ocorrerão.