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Diário da Franca

Cientistas pensam soluções inteligentes para as cidades

Publicado em 01 agosto 2017

Pensar soluções com os recursos da ciência da computação para o desenvolvimento das cidades que possam ser aplicadas globalmente em benefício da população. É esse o desafio colocado para 150 estudantes de pós-graduação de diferentes países, que participam dos cursos da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Cidades Inteligentes, organizada pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

A Escola é apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio da modalidade Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA). Para o coordenador do evento, Alfredo Goldman, cidades inteligentes é um assunto interdisciplinar que envolve não apenas as ciências da computação, como também urbanismo, biologia, direito, todas as áreas.

"O foco da Escola é pensar como nós, cientistas da computação, podemos lidar e disponibilizar dados para que, junto com as outras profissões, seja possível resolver os problemas dos municípios", diz.

O programa reúne especialistas em áreas como redes móveis, internet das coisas, sustentabilidade, visualização, simulação em grande escala, inovação, privacidade, aprendizado de máquina, big data e frameworks de software, todos com sólida formação em Ciência da Computação.

São 10 cursos que estão sendo ministrados no auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária, em São Paulo. "Avançar no estudo de cidades inteligentes é uma grande oportunidade para fazer pesquisa com impacto positivo na vida de milhões de pessoas em todo o planeta", disse Fabio Kon, coordenador adjunto de Pesquisa para Inovação da Fapesp e um dos professores da Escola.

O maior desafio, segundo os participantes, é encontrar soluções para as cidades de forma global e não apenas para os grandes centros desenvolvidos.