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Cientistas estudam o seqüênciamento do genoma da Malária

Publicado em 25 dezembro 2005

Por Eduardo Geraque, da Agência FAPESP
Em termos mundiais, a malária é transmitida basicamente por duas espécies do gênero Anopheles. Na África, quem está em ação na dispersão do plasmodium entre os seres humanos é o gambiae, enquanto do lado de cá do Atlântico as epidemias são causadas pelo darlingi.
Como mais de 90% dos casos no mundo ocorrem na África subsaariana, o primeiro dos dois mosquitos que teve o seu genoma revelado foi o gambiae. E é a partir dessas informações genéticas que a Rede Genoma Brasileiro começará a trabalhar em seu mais novo projeto.
"Vamos fazer um seqüenciamento parcial do genoma de A. darlingi. As regiões que forem identificadas como 'diferentes', na comparação com o genoma da outra espécie, serão seqüenciadas por completo", explica Ana Tereza Vasconcelos, coordenadora do Centro de Bioinformática da Rede, que funciona no LNCC - Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Com base na experiência dos quatro genomas já prontos, Ana Tereza acredita que o novo projeto será concluído sem maiores problemas. "Hoje, temos uma rede capacitada para seqüenciar, anotar, comparar e fazer o genoma funcional e também as análises proteômicas de qualquer material genético", afirma. O prazo para a conclusão dos trabalhos com o darlingi é de dois anos.
A malária atinge 500 milhões de pessoas em todo o mundo e leva ao óbito até 2,7 milhões dos pacientes por ano. Fora da África, dois terços dos casos ocorrem em apenas seis países: Índia, Brasil, Sri Lanka, Afeganistão, Vietnã e Colômbia. Com as informações genéticas que serão disponibilizadas pela rede brasileira, que reúne 25 laboratórios de todas as regiões do país, os países da América também estarão mais preparados para enfrentar a doença. Mais informações sobre o projeto brasileiro no site: www.darlingi.lncc.br