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NP Diário

Cientistas desenvolvem chiclete contra obesidade

Publicado em 23 janeiro 2007

Pesquisadores do Imperial College, em Londres, trabalham para desenvolver uma droga experimental de combate à obesidade que poderá ser comercializada na forma de chiclete. O medicamento contém o hormônio natural polipeptídeo pancreático (PP).
De acordo com o professor Steve Bloom, do Imperial College, responsável pelo projeto, o PP não terá os efeitos colaterais apresentados por outras drogas de combate à obesidade. Mas há um obstáculo no desenvolvimento desse novo remédio. Segundo o pesquisador, a nova droga não pode ser transformada em comprimido.
A equipe de pesquisa trabalha com duas formas de comercialização do PP. A primeira seria por meio de injeção, do mesmo tipo usado para quem tem diabetes. Esse medicamento poderia estar pronto em cerca de 6 anos, de acordo com Bloom. Um chiclete contendo PP seria outra forma de comercializar a droga.
O projeto, do qual participam 30 cientistas, busca controlar o gasto de energia nos mamíferos estudando a ação de peptídeos, hormônios de crescimento produzidos pela hipófise e neurotransmissores. O grupo utiliza técnicas que incluem manipulação genética em adultos e implantes no hipotálamo, parte do cérebro que controla a hipófise.
A pesquisa desenvolvida pelo Imperial College é uma das três a receber financiamento da Wellcome Trust, a segunda maior instituição filantrópica de pesquisas médicas do mundo.
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Obesidade ajuda em casos de insuficiência cardíaca.
Uma nova pesquisa sugere que pacientes obesos que sofrem de insuficiência cardíaca têm mais chances de recuperação do que os magros. O estudo revela que esse "paradoxo da obesidade" pode ser aplicado a todos os tipos dessa doença e não apenas à crônica, como já havia sido descoberto anteriormente.
"Esse estudo sugere que pacientes obesos podem ter uma grande reserva metabólica para usar durante uma crise de insuficiência cardíaca aguda, o que pode reduzir o risco de morte hospitalar", afirmou o doutor Gregg Fonarow, que chefiou a pesquisa.
O grupo de estudiosos da Universidade de Califórnia, em Los Angeles, EUA, pesquisou quase 109 mil casos de insuficiência cardíaca em mais de 80 mil pacientes. O estudo foi publicado no American Heart Journal.
Os pacientes foram agrupados de acordo com o índice de massa corporal (IMC), que relaciona o peso à altura da pessoa. Um IMC normal varia de 20 a 25. Entre os pacientes estudados, o valor variava de 10 (muito magro) a 60 (muito obeso). A pesquisa revelou que, entre os que possuíam menor IMC, o índice de morte hospitalar ficou em 5% e, entre os que tinham maior, ficou em 2,2%. Cada cinco pontos a mais no IMC significava uma queda de 10% no risco de morte.
SP: 14% dos alunos da rede pública têm obesidade.
Uma avaliação feita com alunos da rede pública de ensino da capital paulista aponta que 14% dos estudantes apresentam algum grau de obesidade. A pesquisa avaliou 9.720 alunos, metade do sexo masculino e metade do feminino, entre 11 e 18 anos.
Dentre os escolares avaliados, metade do sexo masculino e metade do feminino, 11% dos meninos apresentaram desnutrição leve ou moderada e 14% algum grau de obesidade. Os índices entre as meninas foram de 12,7% e 14,9%, respectivamente, de acordo com a Agência Fapesp. Com relação às faixas etárias, a maior prevalência de alteração do estado de nutrição ocorreu nos escolares de 11 anos de idade.
O trabalho começou em 2005, quando mais de 300 professores foram capacitados em três edições de um curso ministrado gratuitamente pelo projeto Avaliação do Estado de Nutrição de Escolares (Aene), do Núcleo de Estudos sobre Obesidade e Exercícios Físicos (Neobe) da Universidade de São Paulo (USP).
Depois de serem diagnosticados pelo projeto, os alunos em risco de obesidade e desnutrição passaram por tratamentos específicos em postos de saúde da capital paulista e os pais foram alertados para o problema. Cláudia Cezar, pesquisadora responsável pelo trabalho e coordenadora do Neobe/USP, ressalta que, apesar de o índice de obesidade do estudo ser baixo do ponto de vista epidemiológico, quando comparado a países como os Estados Unidos o Brasil necessita de políticas de saúde que interfiram na educação alimentar dos jovens.

Educação física em aulas teóricas
Os professores que participaram dos cursos do projeto foram capacitados para implantar técnicas de avaliação do estado de nutrição dos escolares, coletar dados antropométricos de seus alunos, apresentar resultados e sensibilizar pais e responsáveis para a busca por tratamentos