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Cientistas da USP identificam mais um mecanismo envolvido na forma mais grave de covid

Publicado em 26 novembro 2020

Por ON Jornal Redação

A covid-19 é uma doença inflamatória causada pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2, e a evolução varia bastante entre os pacientes. Algumas pessoas infectadas não apresentam sintomas, enquanto outras evoluem para uma pneumonia grave e até para a síndrome respiratória aguda ou morte.

Só no Brasil já foram quase 170 mil mortes por complicações da covid-19. Os processos que promovem o agravamento dos casos e levam alguns pacientes a óbito ainda são desconhecidos.

Também são desconhecidos os mecanismos envolvidos na sua natureza inflamatória e resposta imune contra esses vírus, ou seja, os mecanismos de defesa que o organismo utiliza para combater essa infecção.

Um importante passo para esse entendimento foi dado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Estudo liderado pelo professor Dario Zamboni, do Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos da FMRP e do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias (Crid), mostra que um conjunto de moléculas presentes dentro das células e envolvidas na inflamação, o chamado inflamassoma, pode ajudar a prever se o paciente evoluirá para casos mais graves ou mais leves da covid-19.

O inflamassoma de NLRP3 é composto de um conjunto de moléculas que, quando ativadas, se aglomeram no interior das células de defesa formando estruturas chamadas “puncta”, que indicam que os inflamassomas estão ativos.