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Cientistas criam método para detectar câncer de pâncreas com maior precisão

Publicado em 01 outubro 2018

Um dos tumores mais raros no Brasil, o câncer de pâncreas é altamente letal. Isso porque o diagnóstico é difícil, os sintomas demoram a aparecer e, quando surgem, indicam que a doença está em estágio avançado e é mais resistente ao tratamento.
Para tentar diagnosticar o tumor precocemente, diversos esforços têm sido feitos para gerar métodos de triagem a partir de exames de rotina, como de sangue e urina. NO ENTANTO, OS TESTES DISPONÍVEIS AINDA SÃO CAROS E TÊM PRECISÃO LIMITADA.
Agora, cientistas do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IFC-USP), com o Hospital de Câncer de Barretos e da Universidade do Minho, de Portugal, CRIARAM UM BIOSSENSOR QUE PODE MUDAR E AJUDAR NO QUADRO DE DIAGNÓSTICO DA DOENÇA.
Os pesquisadores construíram um dispositivo potencialmente de baixo custo, capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas com alta sensibilidade e seletividade.
VEJA TAMBÉM:
* Como minimizar o risco de câncer no pâncreas [http://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/25/como-minimizar-o-risco-de-cancer-no-pancreas.htm]
* Açúcar demais dá câncer? Veja o que a ciência diz [http://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/09/acucar-demais-da-cancer-veja-o-que-a-ciencia-diz-sobre-o-assunto.htm]
* Ratos com câncer de pâncreas vivem 3 vezes mais com composto da maconha [http://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/31/composto-da-maconha-aumenta-sobrevida-de-ratos-com-cancer-de-pancreas.htm]
"Conseguimos fazer um biossensor de baixo custo que DEMONSTROU SER CAPAZ DE DETECTAR O BIOMARCADOR DO CÂNCER DE PÂNCREAS EM AMOSTRAS REAIS DE SANGUE E DE CÉLULAS TUMORAIS em uma faixa de relevância clínica", disse Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP e um dos criadores do dispositivo.
O dispositivo é formado por duas lâminas em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro). Uma das películas é composta por ácido 11-mercaptoundecanoico (11-MUA) e a outra é uma camada ativa de anticorpos capazes de reconhecer o antígeno CA19-9.
Sintetizada por células pancreáticas e do duto biliar, essa proteína é usada como biomarcador de câncer de pâncreas, uma vez que sua concentração é alta em pessoas acometidas pela doença.
A detecção dessa proteína é feita normalmente por meio do teste conhecido por Elisa (sigla em inglês para "ensaio de imunoabsorção enzimática"). Trata-se de exame de sangue baseado na interação específica entre o antígeno e seu anticorpo correspondente. Esse método, contudo, tem custo alto e sensibilidade limitada, o que dificulta seu uso para detectar câncer pancreático nos estágios iniciais.
"O antígeno CA19-9 não é completamente específico para detecção de câncer de pâncreas. Pacientes com pancreatite [inflamação do pâncreas] também podem apresentar alteração na produção dessa proteína", explicou Oliveira Junior.
*Com Agência Fapesp [http://agencia.fapesp.br/novo-biossensor-detecta-cancer-de-pancreas-com-maior-precisao/28832/]
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Um dos tumores mais raros no Brasil, o câncer de pâncreas é altamente letal. Isso porque o diagnóstico é difícil, os sintomas demoram a aparecer e, quando surgem, indicam que a doença está em estágio avançado e é mais resistente ao tratamento.

Para tentar diagnosticar o tumor precocemente, diversos esforços têm sido feitos para gerar métodos de triagem a partir de exames de rotina, como de sangue e urina. No entanto, os testes disponíveis ainda são caros e têm precisão limitada.

Agora, cientistas do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo (IFC-USP), com o Hospital de Câncer de Barretos e da Universidade do Minho, de Portugal, criaram um biossensor que pode mudar e ajudar no quadro de diagnóstico da doença.

Os pesquisadores construíram um dispositivo potencialmente de baixo custo, capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas com alta sensibilidade e seletividade.

"Conseguimos fazer um biossensor de baixo custo que demonstrou ser capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas em amostras reais de sangue e de células tumorais em uma faixa de relevância clínica", disse Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP e um dos criadores do dispositivo.

O dispositivo é formado por duas lâminas em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro). Uma das películas é composta por ácido 11-mercaptoundecanoico (11-MUA) e a outra é uma camada ativa de anticorpos capazes de reconhecer o antígeno CA19-9.

Sintetizada por células pancreáticas e do duto biliar, essa proteína é usada como biomarcador de câncer de pâncreas, uma vez que sua concentração é alta em pessoas acometidas pela doença.

A detecção dessa proteína é feita normalmente por meio do teste conhecido por Elisa (sigla em inglês para "ensaio de imunoabsorção enzimática"). Trata-se de exame de sangue baseado na interação específica entre o antígeno e seu anticorpo correspondente. Esse método, contudo, tem custo alto e sensibilidade limitada, o que dificulta seu uso para detectar câncer pancreático nos estágios iniciais.

"O antígeno CA19-9 não é completamente específico para detecção de câncer de pâncreas. Pacientes com pancreatite [inflamação do pâncreas] também podem apresentar alteração na produção dessa proteína", explicou Oliveira Junior.

Do UOL VivaBem, em São Paulo

*Com Agência Fapesp