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Cientistas criam macaco com proteína fluorescente para estudar doenças

Publicado em 28 maio 2009

São Paulo - Cientistas do Instituto Central para Experimentação Animal, em Kawasaki (Japão), criaram macacos geneticamente modificados portadores de uma proteína fluorescente verde integrada em seu DNA, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os pesquisadores acreditam que o estudo deve facilitar as pesquisas sobre o desenvolvimento de doenças no organismo.

A equipe da pesquisadora Erika Sasaki usaram DNA viral como veículo para introduzir o gene para a proteína verde fluorescente no DNA de sagui-comum (Callithrix jacchus) - nativo do Nordeste do Brasil e também conhecido como sagui-de-tufos-brancos. Segundo os cientistas, os macacos transgênicos devem ser úteis para estudo de algumas doenças infecciosas, imunologia e desordens neurológicas, além de certas desordens genéticas como a distrofia muscular. O grupo também conseguiu que esse marcador passasse para as crias, mantendo o gene até a terceira geração. O estudo foi publicado hoje na revista Nature.