Notícia

Revista Amazônia

Cientistas criam biossensor para detectar câncer de pâncreas precocemente

Publicado em 05 outubro 2018

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), em parceria com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Hospital de Câncer de Barretos e com a Universidade do Minho, de Portugal, criaram um biossensor capaz de diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas. Esse é um tipo de tumor menos comum no Brasil, porém altamente letal por ter sintomas que demoram para aparecer. Quando os sinais dão as caras, a doença geralmente já atingiu um estágio avançado, tornando o tratamento mais difícil.

Segundo informações da Fapesp, que apoia o projeto, os cientistas construíram um dispositivo que consegue identificar moléculas que, quando em excesso no corpo, acusam essa doença com alta sensibilidade e seletividade. O nome dessa partícula é CA19-9. “Conseguimos fazer um biossensor de baixo custo que demonstrou ser capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas em amostras reais de sangue e de células tumorais”, diz Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP envolvido no projeto.

O dispositivo é formado por duas lâminas minúsculas, que reconhecem o antígeno CA19-9. “Mas o antígeno CA19-9 não é completamente específico para o câncer de pâncreas. Pacientes com pancreatite (inflamação do pâncreas)também podem apresentar alteração na produção dessa proteína”, pondera Oliveira Junior.

Atualmente, a detecção do CA19-9 é feita por meio do teste Elisa, um exame de sangue de alto custo e sensibilidade limitada, sendo pouco útil para detectar câncer de pâncreas em estágio inicial. Nesse sentido, o novo método seria mais eficaz e barato.

Segundo o pesquisador Oliveira Junior, os resultados dos testes mostram que já é possível utilizar o biossensor na prática. Mas há dois desafios: um é produzir os dispositivos em larga escala com os mesmos resultados. E o segundo envolve analisar os dados gerados pelo novo exame para estabelecer os padrões de diagnóstico. “Esse trabalho exigirá pesquisas com a participação de cientistas da computação”, conclui.

Este conteúdo originalmente veio da Agência Brasil.

Por: saude.abril.com.br

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), em parceria com o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Hospital de Câncer de Barretos e com a Universidade do Minho, de Portugal, criaram um biossensor capaz de diagnosticar precocemente o câncer de pâncreas. Esse é um tipo de tumor menos comum no Brasil, porém altamente letal por ter sintomas que demoram para aparecer. Quando os sinais dão as caras, a doença geralmente já atingiu um estágio avançado, tornando o tratamento mais difícil.
Segundo informações da Fapesp, que apoia o projeto, os cientistas construíram um dispositivo que consegue identificar moléculas que, quando em excesso no corpo, acusam essa doença com alta sensibilidade e seletividade. O nome dessa partícula é CA19-9. “Conseguimos fazer um biossensor de baixo custo que demonstrou ser capaz de detectar o biomarcador do câncer de pâncreas em amostras reais de sangue e de células tumorais”, diz Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do IFSC-USP envolvido no projeto.
O dispositivo é formado por duas lâminas minúsculas, que reconhecem o antígeno CA19-9. “Mas o antígeno CA19-9 não é completamente específico para o câncer de pâncreas. Pacientes com pancreatite (inflamação do pâncreas)também podem apresentar alteração na produção dessa proteína”, pondera Oliveira Junior.
Atualmente, a detecção do CA19-9 é feita por meio do teste Elisa, um exame de sangue de alto custo e sensibilidade limitada, sendo pouco útil para detectar câncer de pâncreas em estágio inicial. Nesse sentido, o novo método seria mais eficaz e barato.
Segundo o pesquisador Oliveira Junior, os resultados dos testes mostram que já é possível utilizar o biossensor na prática. Mas há dois desafios: um é produzir os dispositivos em larga escala com os mesmos resultados. E o segundo envolve analisar os dados gerados pelo novo exame para estabelecer os padrões de diagnóstico. “Esse trabalho exigirá pesquisas com a participação de cientistas da computação”, conclui.