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Cientistas Contemplam Criar Partido Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Publicado em 19 julho 2017

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/07) no blog do jornalista “Herton Escobar” do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que nos bastidores da Reunião da SBPC, em Belo Horizonte-MG, Cientistas contemplam a ideia de um criar partido político para ter voz no Congresso Nacional.

Duda Falcão

Cientistas Contemplam Criar Partido Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Ideia está circulando nos bastidores da reunião anual da SBPC, em Belo Horizonte

Herton Escobar

17 Julho 2017 | 15h23

Lideranças científicas estão contemplando a possibilidade de criar um partido político, para tentar ganhar uma voz no Congresso Nacional. O partido seria dedicado exclusivamente às causas da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, e não pleitearia cargos no Poder Executivo — apenas no Legislativo. A ideia, que circula pelos corredores da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, seria lançar a presidente da entidade, Helena Nader, como candidata a deputada federal.

Bióloga molecular, professora titular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader é presidente da SBPC há seis anos e conta com amplo apoio da comunidade científica e acadêmica. Seu terceiro mandato termina nesta semana. Ela será substituída pelo vice-presidente, Ildeu Moreira.

Helena, de 69 anos, disse que a ideia não partiu dela e que não tem uma opinião formada sobre o tema. Moreira ressaltou que se trata de uma iniciativa de indivíduos da comunidade científica, e não de uma proposta institucional da SBPC. O estatuto da entidade afirma, logo em seu primeiro parágrafo, que a SBPC é uma “associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, laica e sem caráter político-partidário”.

“Há clara necessidade de termos representação de cientistas, professores e pesquisadores no Congresso Nacional e outras instâncias legislativas do país, qualificada para defender a causa da educação, ciência e tecnologia como os pilares da inovação e do desenvolvimento nacional”, defende Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da USP e ex-presidente do CNPq.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, acha que o ideal seria ter políticos com formação científica em vários partidos — e não a criação de um partido próprio –, inclusive como forma de criar uma frente comum de diálogo entre eles.

Fonte: Blog do “Herton Escobar“ - 03/06/2016 - http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar

Comentário: Hummmm, essa me parece ser um ideia interessante e note leitor que partiu de indivíduos de dentro da comunidade científica e não de suas lideranças. De minha parte como cidadão brasileiro acho que essa ideia deve ser avaliada e bem discutida, pois poderia gerar grandes dividendos, caso realmente o partido venha a ter o exclusivo foco de verdadeiramente desenvolver a ciência e tecnologia brasileira, bem como lutar pela implantação de uma educação de qualidade baseada na cidadania. Porém, será que seus políticos integrantes não seriam seduzidos pelos bastidores obscuros de nossa capital federal? O que poderia ser feito para que isto não acontecesse??? Qual a punição que a Comunidade Científica aplicaria aos seus representantes que se envolvesse com maracutaias ??? Enfim, existem ainda muitas questões e analises a serem feitas pela Comunidade antes que se possa partir para uma ação como essa. Inicialmente o que eu diria é que nenhum dos lideres atuais da comunidade científica tem o que é necessário para ser um Deputado ou Senador neste covil de raposas instalado no Congresso Nacional, são ingênuos demais e seriam enganados com extrema facilidade por esses vermes de carreira. Na minha opinião para enfrentar esses energúmenos e suas artinhas políticas nefastas nesse antro de marginais, precisamos de gente não só comprometida com o setor de C&T e de Educação, mais principalmente com experiencia política de campo, gente que já conhece como a banda toca e o que fazer para encontrar soluções no meio desse mar de lama. Diante disto, o melhor nome (sem dúvida nenhuma) para ser líder e presidente de um partido como esse seria o do já Senador Cristovam Buarque. Já basta de lideranças que pecam por infantilidade.