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Cientistas brasileiros produzem etanol utilizando plasma

Publicado em 22 novembro 2010

Cientistas do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), em Campinas, estão produzindo etanol de modo alternativo ao praticado normalmente: eles bombardeiam os açúcares da celulose com cargas elétricas geradas por um plasma, gás ionizado considerado o quarto estado da matéria. As informações são da Agência Fapesp.

O desenvolvimento de meios economicamente viáveis para a decomposição de celulose é fundamental para a produção de etanol sem alteração da extensão das plantações brasileiras. Os métodos tradicionais são dois: utilizar enzimas digestivas de cupins e de animais ruminantes ou utilizar ácidos para provocar uma quebra química da estrutura da celulose.

Segundo os cientistas, a maneira que desenvolveram é semelhante ao que ocorre na rota enzimática, na qual as enzimas mudam cargas elétricas de lugar, provocando seu rompimento. Os espaços que surgem são preenchidos com pedaços de moléculas de água e o novo rearranjo forma os açúcares.

A pesquisa pretende, também, revelar outras maneiras de se fazer álcool, além de estudar os efeitos do plasma de baixa pressão e do plasma meio aquoso na quebra da celulose.