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Ásia Comentada

Cientistas Brasileiros com Destaque Internacional

Publicado em 29 março 2019

Por Valor Econômico

Um artigo escrito por Carlos Rydlewski sobre os pesquisadores brasileiros com destaque internacional, publicado no Suplemento Eu & Fim de Semana, do Valor Econômico, informa que 12 deles que atuam no Brasil foram mencionados no Highly Cited Researchers. Paulo Artaxo, de Geociência da USP, mencionado nos últimos três anos, informa que cerca de 500 cientistas brasileiros poderiam constar destas listas se o Brasil contasse com uma estrutura mais poderosa nestas pesquisas, aproximando-se do Reino Unido e da China, nos dados do período de 2006 a 2016.

Capa do Suplemento Eu & Fim de Semana

Os médicos são a maioria dos mencionados na lista de destaque dos pesquisadores que atuam no Brasil, sendo uma de nacionalidade portuguesa. O meio ambiente, notadamente da Amazônia, chama especial atenção. Ainda que se trate de um número pequeno destes pesquisadores de destaque, o fato concreto é que começa a aumentar e seus trabalhos são reconhecidos pelas menções em outros artigos.

Os que atuam no exterior, como nos Estados Unidos, acabam se destacando por atuar em instituições conhecidas como as universidades daquele país, que acabam trabalhando como se fossem equipes, com uns complementando pesquisas efetuadas por seus colegas. Atuando no Brasil, acaba-se ficando em desvantagens, dadas às dificuldades de divulgação dos seus trabalhos, que acabam sendo publicados em revistas científicas como a Nature ou Science.

No Brasil, conta-se com um número limitado de instituições voltadas ao suporte da pesquisa. Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, menciona que é preciso estabilizar o fluxo de recursos para estas finalidades, pois os pesquisadores não podem depender das flutuações nos seus desembolsos ou cortes, como estão sendo cogitados pelo atual governo federal.

Na realidade, estes pesquisadores que atuam no Brasil são verdadeiros heróis, pois lutam com limitações nas instituições onde atuam e não contam com intercâmbios intensos como já ocorrem em alguns países. A China, por exemplo, está dotando as condições necessárias no próprio país para os que foram estudar e trabalhar no exterior, com remunerações condignas, além de centros para desenvolverem seus trabalhos, notadamente nos últimos anos.

Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais e Notícias | Tags: artigo importante publicado no suplemento Eu & Fim de Semana do Valor Econômico, cientistas brasileiros de diversos setores com destaque na medicina, repercussões menores daqueles que não fazem parte de grupos como os brasileiros