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Cientistas avaliam papel das queimadas da Amazônia no clima

Publicado em 01 outubro 2012

Cientistas brasileiros e britânicos iniciam sobrevoos na Amazônia para coletar dados sobre a composição química e as propriedades físicas da fumaça proveniente da região. O objetivo é entender como as emissões das queimadas alteram o clima local e de todo o planeta.

Os pesquisadores vão avaliar também de que forma os gases e as partículas sólidas lançados no ar modificam a composição das nuvens, alteram a química da atmosfera e interagem com a radiação solar. "Até o momento, foram realizadas 35 horas de voo. Nossa meta é chegar entre 60 e 70 horas até 5 de outubro, quando termina a fase de coleta de dados", explica o professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do Projeto South American Biomass Burning Analysis (Sambba) Paulo Artaxo.

O Projeto Sambba é resultado de uma parceria entre a USP, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Universidade de Manchester, no Reino Unido, e o serviço meteorológico britânico, conhecido como UK-Met-Office.

No Brasil, os experimentos estão sendo financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). "O projeto teve origem em uma cooperação já existente há vários anos entre Inpe e UK-Met-Office para o desenvolvimento de modelos de previsão climática", conta outra coordenadora do projeto Kátia Longo.

Segundo Kátia, os pesquisadores britânicos e brasileiros querem melhorar a previsibilidade dos modelos para a região amazônica. "Ainda não é bem conhecido o impacto das queimadas na previsão do clima", diz Kátia.

De acordo com Ben Johnson, do Met Office do Reino Unido, a Amazônia está entre as quatro maiores regiões do globo em termos de queima de biomassa. "Realizamos experimentos semelhantes em países como Canadá e África do Sul. As previsões de nosso serviço de meteorologia abrangem todo o globo e esperamos, com esses dados da América do Sul, melhorar a qualidade das previsões", diz,

Redação 24 Horas News