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Cientistas alteram cérebro de embrião em desenvolvimento

Publicado em 07 maio 2010

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiram modificar o cérebro de uma espécie de peixe deixando parecido com o de outra espécie, tanto no formato como em suas características. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A transformação ocorreu por conta da aplicação de substâncias químicas que manipularam genes de embriões em desenvolvimento. Os cientistas também descobriram diferenças nos padrões gerais do cérebro no início de seu desenvolvimento, antes que funções neurológicas se formassem por meio do processo conhecido como neurogênese.

Segundo esse modelo, os cérebros de espécies diferentes, por exemplo, do homem e do camundongo, são semelhantes em seus estágios iniciais de desenvolvimento, mas se tornam bem diferentes por conta do processo posterior de neurogênese.

O grupo estudou o desenvolvimento cerebral em seis espécies de ciclídeos família de peixes fluviais encontrados no lago Malauí, na África, três que vivem em ambientes rochosos e três de locais arenosos.

Os animais que vivem na areia usam a visão para detectar plâncton e seus cérebros são fortemente direcionados à integração de sinais visuais. Já aqueles que têm nas rochas seu hábitat se alimentam de algas e possuem cérebros maiores.

Os cientistas trataram embriões dos dois tipos de peixes com cloreto de lítio por cerca de quatro horas durante o início do desenvolvimento da parte posterior do cérebro a partir da anterior. Depois, os embriões foram devolvidos ao habitat natural e estudados em diferentes estágios. Os autores da pesquisa observaram que o tratamento alterou a sinalização do gene, que levou à redistribuição dos precursores para o tálamo posterior, induzindo a formação de um cérebro diferente.

Com informações da agência Fapesp