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Cientista brasileira integra grupo de pesquisa com morcegos na Itália sobre novo coronavírus

Publicado em 03 abril 2020

Por Catherine Moraes

Doutora em Biologia Celular, a brasileira Rafaela da Rosa Ribeiro está na Itália desde junho do ano passado para realizar estudos do pós-doutorado sobre zika vírus com uma bolsa de estudos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Com os casos de Covid-19, a supervisora do seu trabalho, que trabalhou na época do surto de SARS, em 2002 e 2003, acabou sendo acionada para auxiliar nas pesquisas atuais.

No total, três projetos de pesquisa foram aprovados pelo grupo de cientistas com participação da brasileira. Os estudos envolvem medicamentos para serem utilizados no tratamento da Covid-19 e também o monitoramento das células imunológicas dos pacientes. A terceira pesquisa compara a diferença da infecção de células humanas com células de morcego. Isso porque, apesar de infectarem, os animais não desenvolvem a doença. O objetivo, segundo ela, é entender se existe algum mecanismo celular diferente que ajude a célula menos susceptível à infecção.

A estimativa é de que as pesquisas só tenham resultados conclusivos em dezembro de 2019, ou janeiro de 2020. Ainda assim, a doutor em Biologia Celular reafirma a importância em investigar e apoiar as pesquisas não apenas em momentos de crise, mas de maneira constante.

“Se há investimento sempre, no caso de uma pandemia não precisa ser uma corrida contra o tempo. A China. Por exemplo, fax vigilância dos vírus dos animais que encontra. Então, foi rápida em rastrear esse vírus. Investir em ciência é uma forma de antecipar os acontecimentos e agir com mais rapidez”, completa.

Nesta sexta-feira (3), Rafaela da Rosa Ribeiro participou de live do O POPULAR e a entrevista, na íntegra, você confere a seguir.