Notícia

Gazeta Mercantil

Ciência

Publicado em 25 dezembro 2000

Novos genomas estarão à disposição dos cientistas nos próximos quatro anos. O projeto de mapeamento genético lançado esta semana pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) prevê um orçamento de R$ 8 milhões para que sejam analisados quatro tipos de vírus. O trabalho de traçar os genomas do HIV-1 (tipo de vírus da Aids mais comum no Brasil), HCV (causador da hepatite C), hantavírus e o VRS (vírus respiratório sincicial) será feito por 17 laboratórios paulistas. A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, do Estado, serão os coordenadores do trabalho com o HIV-1. O Instituto de Biociências da USP será o centro de referência para os trabalhos com o VRS. O órgão da USP também será o responsável pelos trabalhos de bioinformática. As pesquisas com o HCV e o hantavirus serão supervisionadas pelo instituto Adolfo Lutz. Uma pesquisa desenvolvida pelo engenheiro agrônomo Luís Carlos Marchini, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, vai ajudar os apicultores brasileiros na exportação do mel. Pela nova pesquisa, feita com mel de flores de abelhas africanizadas, será mais fácil construir uma normatização adequada para o mel brasileiro. Hoje, as leis são baseadas em padrões americanos, apesar de o solo, o clima e a flora serem bem diferentes entre as Américas do Sul e do Norte. Pela nova metodologia desenvolvida em Piracicaba, está mais fácil para o apicultor conhecer a composição e o valor nutritivo do seu produto, informações fundamentais para que seja vendido ao exterior. Saber com mais precisão as características do mel também é importante para que se possam fazer manejos corretos no ciclo biológico do enxame. Por ser o Brasil um país com várias regiões, a pesquisa também será importante para caracterizar as diferentes produções internas de mel.