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Ciência: Testes de DNA determinam sexo de ave pela casca do ovo

Publicado em 24 maio 2006

Por Thiago Romero , Agência FAPESP
Com apenas um fragmento da casca do ovo é possível conhecer o sexo da ave que acaba de nascer. A nova técnica foi criada pela Exon Biotecnologia, instalada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas, no câmpus da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo.
O método permite que criadores de todo o Brasil possam fazer a sexagem (determinação do sexo) de pássaros com rapidez e precisão de 99,9%. No laboratório da Exon, os testes são realizados por meio de técnicas denominadas PCR (reação em cadeia da polimerase). "Estas análises são feitas a partir da membrana interna da casca do ovo, que carrega todo o material genético do animal", explica Daniela Cristina Munhoz, coordenadora de projetos e pesquisas da empresa.
Três dias úteis após o nascimento, o criador recebe, pela Internet ou pelo correio, o resultado do exame. A análise pode ser feita em qualquer tipo de ave, silvestre ou exótica. "Os criadores têm pressa em saber o resultado desse tipo de exame. Muitos pássaros são criados para o canto. E os machos precisam ser separados quanto antes das fêmeas, pois são apenas eles que cantam", informa a coordenadora. Algumas aves, esclarece a bióloga, demoram até oito meses para apresentar dimorfismo sexual (fenômeno comum em insetos e aves em que, na mesma espécie, macho e fêmea se diferem por tamanho, cor, etc.).
A Exon Biotecnologia vinha realizando, desde 2002, testes de DNA por meio de amostras de penas ou de sangue. No novo método, a principal vantagem é não precisar manipular as aves, ao lado da maior rapidez dos resultados.

Mais fertilidade
A solução encontrada evita sofrimento ou lesão e o criador tem a possibilidade de fazer o exame quando o filhote nasce. Dessa maneira, não é preciso esperar até que a pena da ave cresça, nem aguardar o período recomendado para coletar o sangue. O teste custa R$ 12,40 por análise. Também auxilia o manejo dos animais para formação de casais que gerem filhotes, de modo a obter maiores índices de fertilidade e ajudar os biólogos a cuidar de espécies ameaçadas de extinção. Informações pelo site www.exon.com.br.

Thiago Romero
Da Agência FAPESP