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Folha da Região (Araçatuba, SP)

Ciência paulista se engaja em pesquisa sobre baterias que armazenam mais energia

Publicado em 14 novembro 2021

Por Contexto Paulista - Wilson Marini

Pesquisadores ligados ao Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), centro de pesquisa constituído por Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Shell, deram um passo importante no desenvolvimento dos catalisadores necessários para otimizar o desempenho de baterias de lítio-oxigênio (Li-O2). Essas baterias destacam-se pela sua capacidade de armazenar muito mais energia do que as de íons de lítio atualmente existentes. O desafio é melhorar a sua ciclabilidade (a quantidade de recargas que o dispositivo permite antes do fim de sua vida útil) para que se tornem viáveis para a comercialização. Este trabalho contribui para a construção de uma bateria Li-O2 com melhor eficiência de ciclos e maior durabilidade, sem recorrer a materiais nobres ou de alto custo, diz o professor Gustavo Doubek, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador principal no programa Armazenamento Avançado de Energia do CINE.

Bom desempenho e durabilidade

O funcionamento das baterias de lítio-oxigênio se baseia na reação de íons de lítio com o oxigênio do ar. Na descarga da bateria, etapa em que o dispositivo entrega energia em forma de eletricidade, essa reação gera peróxido de lítio (Li2O2), entre outros compostos. Na carga, momento em que a energia é armazenada, os produtos formados se decompõem. O ciclo de carga-descarga se repete e, para que a bateria mantenha um bom desempenho ao longo de muitos ciclos, é fundamental que todo o peróxido de lítio formado se decomponha rapidamente. Por isso, nos últimos anos, em diversos lugares do mundo, cientistas têm dedicado esforços a desenvolver e estudar catalisadores que sejam capazes de promover a decomposição do peróxido de lítio e, ao mesmo tempo, reúnam custo relativamente baixo, bom desempenho e boa durabilidade.

Hidrogênio alternativo

Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apresentaram um caminho alternativo e mais acessível para a produção de hidrogênio. A ideia é otimizar os fotocátodos – superfícies projetadas para converter luz em elétrons usando o efeito fotoelétrico – com elementos baratos, abundantes e não tóxicos, tornando-os livres de metais nobres, como a platina.

Site Inteligente no ABC

A Prefeitura de Santo André, no Grande ABC, firmou contrato com a American Tower, operadora de infraestrutura de telecomunicações, para a instalação de um Site Inteligente (iSite) em duas áreas públicas da cidade. Trata-se de um poste compacto, com altura máxima de até 18 metros, que suporta as diversas tecnologias em uso pelas operadoras de telefonia móvel. As instalações, autossuficientes em energia, estão preparadas para o 5G e para monitoramentos de Internet das Coisas (IoT) por meio da rede na tecnologia LoRaWAN da empresa.