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Jornal da USP online

Ciência para todos

Publicado em 13 maio 2014

Por Tauana Boemer
Elaboração de material didático para ensino de ciências nas escolas, investimentos para a criação de novas estratégias de aprendizagem e desenvolvimento de cursos on-line de capacitação para professores do ensino básico. Essas foram algumas propostas apresentadas em um encontro que reuniu coordenadores de Educação e Difusão dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), financiados pela Fapesp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. O encontro foi realizado nos dias 24 e 25 de abril na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.
Durante dois dias, os coordenadores apresentaram projetos, já desenvolvidos ou em fase de estudo, para educação e disseminação de conteúdo relacionado a diversas áreas da ciência. “O encontro foi muito importante porque possibilitou otimizar os resultados já tão importantes conquistados por esses centros. Essa discussão irá permitir a realização de ações conjuntas, além de uma troca fundamental de experiências”, avalia a professora Rita Tostes, do Departamento de Farmacologia da FMRP e coordenadora de Educação e Difusão do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias, sediado em Ribeirão Preto, organizadora do evento. Os 17 Cepids desenvolvem algumas das mais importantes pesquisas no Brasil em diversas áreas de conhecimento, entre elas, genoma, células-tronco, sistemas computacionais e alimentação e nutrição.
No encontro, centros criados mais recentemente puderam se beneficiar da experiência de outros mais antigos, que, por sua vez, puderam pensar em novas estratégias de divulgação, com otimização de resultados. Ênfase foi dada aos projetos desenvolvidos em escolas, que envolvem alunos e professores em diversos experimentos com o intuito de fortalecer o ensino, conscientizar sobre conteúdos atualmente pesquisados e despertar nos estudantes a curiosidade científica.
Os coordenadores também ressaltaram a importância de se trabalhar com professores do ensino básico para potencializar e multiplicar o conhecimento. Para tanto, diversos Cepids investem em cursos de capacitação, alguns, inclusive, já disponibilizados on-line. Outros programas levam alunos do ensino fundamental e médio à universidade para que conheçam laboratórios e se aproximem e se envolvam com o ambiente de pesquisa. “O aluno participa dessas iniciativas, se envolve e modifica seu comportamento”, ressaltou Marisa Barbieri, coordenadora de Educação e Difusão do Centro de Terapia Celular, também sediado em Ribeirão Preto.
Material didático – Além da adoção de estratégias com base em material tradicional de ensino, alguns Cepids destacaram investimentos em ações de educação e difusão que utilizam games especialmente desenvolvidos para fins educativos. Alguns jogos abordam, por exemplo, conteúdos de doenças como malária e dengue, e buscam, de maneira lúdica, atrair o interesse de alunos por esses temas, aumentando seu conhecimento.
As pesquisas nos Cepids também são desenvolvidas com o intuito de ampliar a relação entre a academia e a indústria. O foco, nesse caso, é ouvir dos representantes de diferentes segmentos produtivos quais são suas demandas e de que forma a universidade, por meio dos Cepids, pode contribuir para reduzi-las.
Exemplos de iniciativas com esse objetivo foram apresentados pelos coordenadores de Educação e Difusão do Centro de Pesquisa em Materiais Vítreos e do Centro de Matemática Aplicada à Indústria, ambos sediados na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Os coordenadores destacaram a importância de encontros constantes com representantes do setor e de promover cursos de capacitação para adoção de novas e promissoras técnicas atualmente pesquisadas.  O Centro de Materiais Vítreos, por exemplo, pretende estabelecer parceria com as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do governo do Estado, para realização de um curso técnico.
Meta comum a todos os Cepids é ampliar a divulgação acerca das pesquisas desenvolvidas. Para isso, várias estratégias têm sido colocadas em prática: impressão e distribuição, em escolas, de jornais impressos, que também são disponibilizados na internet; cursos de capacitação e entrevistas com pesquisadores disponíveis on-line; e cursos dirigidos a jornalistas científicos. Também está previsto o desenvolvimento de um portal comum a todos os Cepids, para divulgação exclusiva de projetos de educação e difusão científica.
Propostas – Ao final do encontro, os coordenadores concluíram que vários Cepids desenvolvem ações semelhantes com o objetivo de difusão de conhecimento e educação. Nesse sentido, destacou-se que a adoção de estratégias comuns a todos os centros pode otimizar resultados. Foram apresentadas como principais propostas: estabelecer parcerias com as Fatecs, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e institutos federais para todos os Cepids, visando à realização de cursos técnicos, de acordo com as demandas identificadas por cada um; ampliar a presença em escolas difusoras para utilização de kits educativos e discussão de temas pertinentes aos diferentes centros; elaboração de material para exposição em estações do Metrô e veículos de transporte público; e fomentar discussões sobre possível inserção de cursos de pós-graduação em ambiente Cepid.
“Acreditamos que podemos fortalecer as ações já atualmente realizadas e potencializar resultados por meio do desenvolvimento de projetos comuns. Investir em educação e difusão científica é fundamental às futuras gerações”, afirmou a professora Rita Tostes.

Elaboração de material didático para ensino de ciências nas escolas, investimentos para a criação de novas estratégias de aprendizagem e desenvolvimento de cursos on-line de capacitação para professores do ensino básico. Essas foram algumas propostas apresentadas em um encontro que reuniu coordenadores de Educação e Difusão dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids), financiados pela Fapesp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. O encontro foi realizado nos dias 24 e 25 de abril na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Durante dois dias, os coordenadores apresentaram projetos, já desenvolvidos ou em fase de estudo, para educação e disseminação de conteúdo relacionado a diversas áreas da ciência. “O encontro foi muito importante porque possibilitou otimizar os resultados já tão importantes conquistados por esses centros. Essa discussão irá permitir a realização de ações conjuntas, além de uma troca fundamental de experiências”, avalia a professora Rita Tostes, do Departamento de Farmacologia da FMRP e coordenadora de Educação e Difusão do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias, sediado em Ribeirão Preto, organizadora do evento. Os 17 Cepids desenvolvem algumas das mais importantes pesquisas no Brasil em diversas áreas de conhecimento, entre elas, genoma, células-tronco, sistemas computacionais e alimentação e nutrição.

No encontro, centros criados mais recentemente puderam se beneficiar da experiência de outros mais antigos, que, por sua vez, puderam pensar em novas estratégias de divulgação, com otimização de resultados. Ênfase foi dada aos projetos desenvolvidos em escolas, que envolvem alunos e professores em diversos experimentos com o intuito de fortalecer o ensino, conscientizar sobre conteúdos atualmente pesquisados e despertar nos estudantes a curiosidade científica.

Os coordenadores também ressaltaram a importância de se trabalhar com professores do ensino básico para potencializar e multiplicar o conhecimento. Para tanto, diversos Cepids investem em cursos de capacitação, alguns, inclusive, já disponibilizados on-line. Outros programas levam alunos do ensino fundamental e médio à universidade para que conheçam laboratórios e se aproximem e se envolvam com o ambiente de pesquisa. “O aluno participa dessas iniciativas, se envolve e modifica seu comportamento”, ressaltou Marisa Barbieri, coordenadora de Educação e Difusão do Centro de Terapia Celular, também sediado em Ribeirão Preto.

Material didático – Além da adoção de estratégias com base em material tradicional de ensino, alguns Cepids destacaram investimentos em ações de educação e difusão que utilizam games especialmente desenvolvidos para fins educativos. Alguns jogos abordam, por exemplo, conteúdos de doenças como malária e dengue, e buscam, de maneira lúdica, atrair o interesse de alunos por esses temas, aumentando seu conhecimento.

As pesquisas nos Cepids também são desenvolvidas com o intuito de ampliar a relação entre a academia e a indústria. O foco, nesse caso, é ouvir dos representantes de diferentes segmentos produtivos quais são suas demandas e de que forma a universidade, por meio dos Cepids, pode contribuir para reduzi-las.

Exemplos de iniciativas com esse objetivo foram apresentados pelos coordenadores de Educação e Difusão do Centro de Pesquisa em Materiais Vítreos e do Centro de Matemática Aplicada à Indústria, ambos sediados na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Os coordenadores destacaram a importância de encontros constantes com representantes do setor e de promover cursos de capacitação para adoção de novas e promissoras técnicas atualmente pesquisadas.  O Centro de Materiais Vítreos, por exemplo, pretende estabelecer parceria com as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do governo do Estado, para realização de um curso técnico.

Meta comum a todos os Cepids é ampliar a divulgação acerca das pesquisas desenvolvidas. Para isso, várias estratégias têm sido colocadas em prática: impressão e distribuição, em escolas, de jornais impressos, que também são disponibilizados na internet; cursos de capacitação e entrevistas com pesquisadores disponíveis on-line; e cursos dirigidos a jornalistas científicos. Também está previsto o desenvolvimento de um portal comum a todos os Cepids, para divulgação exclusiva de projetos de educação e difusão científica.

Propostas – Ao final do encontro, os coordenadores concluíram que vários Cepids desenvolvem ações semelhantes com o objetivo de difusão de conhecimento e educação. Nesse sentido, destacou-se que a adoção de estratégias comuns a todos os centros pode otimizar resultados. Foram apresentadas como principais propostas: estabelecer parcerias com as Fatecs, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e institutos federais para todos os Cepids, visando à realização de cursos técnicos, de acordo com as demandas identificadas por cada um; ampliar a presença em escolas difusoras para utilização de kits educativos e discussão de temas pertinentes aos diferentes centros; elaboração de material para exposição em estações do Metrô e veículos de transporte público; e fomentar discussões sobre possível inserção de cursos de pós-graduação em ambiente Cepid.

“Acreditamos que podemos fortalecer as ações já atualmente realizadas e potencializar resultados por meio do desenvolvimento de projetos comuns. Investir em educação e difusão científica é fundamental às futuras gerações”, afirmou a professora Rita Tostes.