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Ciência no Brasil vai bem, mas português é entrave, diz The Economist

Publicado em 11 janeiro 2011

Brasil - O Brasil não é apenas sol, praia e samba, e as condições para os cientistas estrangeiros pesquisarem no país, sobretudo em São Paulo, são boas. Essa é a análise da revista The Economist sobre a ciência brasileira, publicada na última quinta-feira, 9.

A revista afirma que há muitos cientistas brasileiros fazendo pesquisae estudando fora do Brasil. Mas, agora, o motivo é a internacionalização da ciência brasileira e não a falta de programas de pós-graduação por aqui.

É essa mesma internacionalização que também tem atraído cientistasestrangeiros ao Brasil. De acordo com a The Economist, especialmente em São Paulo, o estado rico do país, as condições para pesquisadores de fora são atrativas.

São Paulo reúne as melhores universidades do país - que estão entre as 300 melhores do mundo - e o investimento em ciência é garantido pela quantidade fixa de 1% do PIB estadual. Isso resultou em cerca de R$ 760 milhões no orçamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em 2010.

Apesar de ter dinheiro para pesquisa e instituições de qualidade, a The Economist ressalta que o português continua sendo uma limitação à internacionalização da ciência brasileira. 

No Brasil, as aulas de graduação e de pós-graduação são em língua portuguesa e postos como pesquisador e professor só podem são assumidos mediante concurso público - também feito em português. "O chefe de departamento não pode simplesmente escolher um candidato e começar uma negociação", afirma a revista. (Fonte: Folha.com) (Central de Notícias BrasilAlemanha)

Fonte: www.meioambiente.com.br