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Gazeta Saúde

Ciência Médica Brasileira comemora as cem mil teses da USP

Publicado em 18 outubro 2011

A Universidade de São Paulo registra 100.000 teses defendidas em 80 anos de existência: mais de 1.200 teses por ano, a maioria dos últimos 50 anos, fruto da explosão da pós-graduação. "Este é com certeza um dos fatores que fazem da USP a primeira das Universidades Latino-Americanas em dois rankings independentes: Quacquarelli-Symonds (QS) e Webometrics. Os analistas da QS entendem que o investimento brasileiro em educação superior é elemento essencial do rápido crescimento de nossa economia", analisa Dr Maurício Rocha e Silva, editor da revista científica brasileira CLINICS e ex-professor da Faculdade de Medicina da USP.

A Universidade de São Paulo também ocupa o primeiro lugar em ciência médica latino-americana. E a Faculdade de Medicina de São Paulo é a mais produtiva do continente. Dr Maurício da Rocha e Silva ressalta que na USP nasceram algumas das mais importantes contribuições científicas brasileiras, dentre as quais: a cirurgia para defeito congênito do coração e o procedimento ventilatório calibrado, além da descoberta da bradicinina e dos caminhos ao tratamento da hipertensão arterial, pelos docentes da USP de Ribeirão Preto.

"Ainda não somos potência científica! Nem nós, nem os outros BRIC. Mas estamos no bom caminho. A ciência médica brasileira continua a ser um grande contribuinte. Em mais vinte anos, se nossa universidade continuar a se expandir no ritmo atual, chegará mais perto. Até o ano 2000, os periódicos científicos brasileiros eram praticamente invisíveis. Graças à política de acesso aberto gratuito patrocinado pela FAPESP e SCIELO, estamos crescendo vertiginosamente. Nossas revistas capitaneadas pela centenária "Memórias do Instituto Oswaldo Cruz" e com sete periódicos médicos, entre os dez títulos brasileiros mais citados, atingiram níveis de referência (geralmente internacionais) com os quais mal poderíamos sonhar antes do SCIELO. Periódicos internacionais são imperativos de autonomia científica para países tipo BRIC", comemora o editor da Clinics.