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Jornal da Tarde

Ciência da computação não é ficção. É realidade

Publicado em 22 outubro 2003

O curso de ciência da computação é uma das boas opções para o profissional do novo milênio que pode atuar em áreas como software básico ou científico, arquitetura e sistemas de informação. Sessenta anos atrás, quem se aventurava a defender o uso de computadores (ou do que viria a ser um computador;, era desacreditado ao ponto de virar motivo de chacota. Prova disso foi a frase proferida em 1943 por ninguém menos que o presidente do conselho da administração da IBM, hoje uma gigante da indústria de computadores. Tomas Watson: "Acho que, no mercado mundial, há lugar para talvez cinco computadores". Três décadas depois, um conterrâneo de Watson, um jovem egresso do curso de direito de Harvard, chamado Bill Gates, sepultou de vez a frase infeliz. Gates fundou a Microsoft, criou o programa DOS, agora um dinossauro da informática, e deu o pontapé inicial na popularização dos computadores. Hoje, essas maquininhas estão em toda parte - e, atrás delas, claro, profissionais da computação. Formados em grande parte nos cursos de ciência da computação, esses profissionais são preparados para atuar num amplo mercado de trabalho. "Eles podem trabalhar nas várias áreas da computação, como software básico ou científico, arquitetura e redes de computadores e sistemas de informação", explica Roberta Spolon Ulson, coordenadora do curso de ciência da computação da Faculdade de Ciências da Unesp, câmpus de Bauru. "Além disso o curso capacita o formando a iniciar-se na carreira de pesquisador ou de empreendedor, montando sua empresa." O bacharel em ciência da computação encontra colocação em bancos, seguradores e empresas públicas, empresas de desenvolvimento de software e hardware ou como prestador de serviços em consultoria. "A situação não poderia ser melhor", garante Marco Antonio Piteri, coordenador do curso de bacharelado em ciência da computação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp, câmpus de Presidente Prudente. "Como existem pouquíssimas escolas de bom nível no País, o aluno é muitas vezes contratado antes mesmo de completar o curso." Há alguns requisitos básicos para quem quiser seguir essa profissão. "O ideal é que o candidato tenha facilidade para lidar com cálculos complexos e para aprender novos conceitos", explica Aledir Silveira Pereira, coordenador do curso de ciência da computação do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) da Unesp, câmpus de São José do Rio Preto. "Ajuda uma personalidade crítica e um espírito empreendedor." Texto extraído do Guia de Profissões na Unesp 2004 UNESP: EQUILÍBRIO ENTRE TEORIA E PRÁTICA Além das aulas previstas no currículo, os alunos de ciência e computação da Unesp dispõem de vários laboratórios para exercitarem seus conhecimentos. Além disso, podem desenvolver projetos extra-curriculares e pesquisas de iniciação científica, sob orientação de professores. O estágio (não obrigatório) é realizado no terceiro ou quarto ano do curso, em empresas da região, também com acompanhamento e coordenação de professores do curso. O curso da Faculdade de Ciências e Tecnologia também oferece aos alunos vários laboratórios. Há, igualmente, a possibilidade de eles realizarem pesquisas de iniciação científica com bolsas do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os estudantes são obrigados a realizar um estágio no último ano do curso, sem o qual não obtêm o diploma. O curso oferecido no Instituto de Geociências e Ciências Exatas proporciona ao estudante sólida formação em hardware e software, sem restringi-lo a uma área específica. Ao contrário, habilita o aluno a atuarem níveis técnicos, científicos e comerciais. O curso exige trabalho de formatura na área de computação, que pode ser uma pesquisa ou estágio em organizações do setor. A avaliação do trabalho é feita por uma banca de docentes. No decorrer do curso, o aluno è incentivado a participar de eventos de iniciação científica, congressos e cursos de intenção, além de atividades na Empresa Júnior. Além de proporcionar uma formação geral para o bacharel em ciência da computação, o curso permite que o aluno se especialize em uma ou mais áreas das três oferecidas: sistema de informação, sistema de computação e computação científica. Não há estágio obrigatório, mas a disciplina projeto final de curso permite que o estudante desenvolva um projeto que o habilita profissionalmente.