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Ciência aberta é tema de evento promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa

Publicado em 30 agosto 2019

Por Erika Yamamoto

Pesquisadores e dirigentes discutiram a elaboração de políticas de ciência aberta

Pesquisadores e dirigentes da USP e de outras instituições de pesquisa se reuniram na manhã de hoje, dia 30 de agosto, para discutir as estratégias de compartilhamento para a promoção da ciência aberta.

Como explicou o pró-reitor de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto, “a ciência aberta é uma discussão que tem ganho cada vez mais espaço nos meios acadêmicos e científicos e que pode ser definida como uma prática da ciência que amplia a colaboração e a contribuição entre cientistas, com a disponibilização de dados de pesquisa, notas de laboratórios e outros procedimentos, permitindo inclusive a reutilização, redistribuição e reprodução da pesquisa e seus métodos subjacentes”.

“Essa é a nova realidade do século 21. A sociedade mudou, as exigências em relação às universidades são diferentes e nós precisamos nos adequar a isso. A USP já está tomando ações nesse sentido, como a criação de uma agência que ficará encarregada de aprimorar a gestão da informação na Universidade, mas é ainda necessário discutir muito e ver o que é possível fazer a curto, médio e longo prazo”, ressaltou o reitor Vahan Agopyan.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz, apresentou as iniciativas e os critérios que a Fundação tem adotado para incentivar a discussão e a promoção da ciência aberta.

“Precisamos melhorar a comunicação na ciência. A razão de publicar um artigo científico não é simplesmente aumentar o Currículo Lattes, mas é divulgar o resultado da pesquisa para que outros cientistas possam avaliar, discutir e utilizar esses dados. E, além da comunicação entre cientistas, devemos melhorar a comunicação com o público externo, para que a ciência seja valorizada pela sociedade. A Fapesp investe mais de R$ 1 bilhão anualmente em pesquisa, por isso, devemos fazer tudo o que pudermos para tornar o resultado dessas pesquisas mais efetivo e mais visível ao contribuinte paulista”, explicou Brito Cruz.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec), Ricardo Antunes Azevedo, e a representante da Springer Nature no Brasil, Mariana Biojone Brandão, falaram sobre a questão do acesso aberto sob a perspectiva dos editores e das revistas científicas.

Ações para a ciência aberta

Sobre as iniciativas relacionadas à ciência aberta que já estão em andamento na USP, a assessora da PRP, Débora Chadi, apresentou o Sistema USP de Centrais Multiusuários (USPMulti), que é uma plataforma para cadastro de equipamentos e laboratórios que podem ser utilizados de forma compartilhada pela comunidade científica.

Em seguida, o professor do Instituto de Ciências Biomédicas, Lucio Freitas Junior, falou sobre o Social Lab, uma plataforma que permite a utilização compartilhada de reagentes químicos entre laboratórios de todo o País.

O presidente da recém-criada Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (Aguia), Jackson Cioni Bittencourt, explicou quais são as principais diretrizes da nova agência; e a diretora do Centro de Tecnologia da Informação de São Paulo (CeTI-SP), Fátima de Lourdes dos Santos Nunes Marques, falou sobre o Repositório de Dados da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI).

Finalizando o evento, os pró-reitores de Pesquisa, Sylvio Roberto Accioly Canuto (USP), Munir Salomão Skaf (Unicamp) e Carlos Graeff (Unesp), falaram sobre planejamento estratégico, as vantagens e desvantagens e as propostas de implementação nas três universidades estaduais paulistas.

“É muito importante termos clara a necessidade de nos unirmos para elaborar as políticas de ciência aberta, discutindo com as revistas científicas e com as agências de fomento”, reforçou Canuto.

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