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Cidades-polo

Publicado em 04 junho 2020

Cidades-polo como as que concentram indústrias, comércios e serviços, são peças-chave na disseminação da doença pelo interior. A conclusão foi feita por pesquisadores das universidades Federal de Ouro Preto (UFOP) e Estadual Paulista (Unesp), de São José dos Campos, com participação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Os pesquisadores avaliaram o potencial de propagação da Covid-19 em cidades como Ribeirão Preto (SP), Campina Grande (PB) e Caruaru (PE).

A conclusão: nessas cidades, a disseminação da pandemia corresponde a de algumas capitais de alguns estados do país. Os resultados foram publicados em artigo no portal da ‘Agência FAPESP’ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. “Essas cidades podem ajudar a acelerar e amplificar a interiorização da epidemia de COVID-19 ao servir de atalho para a propagação da doença para diversos outros municípios com os quais têm conexões”, afirma Leonardo Bacelar Lima Santos.

Os pesquisadores utilizaram dados de mobilidade terrestre do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para analisar a mobilidade entre municípios das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. “Essa é uma possível assinatura do processo de interiorização da COVID-19 no país. Hoje, cidades que têm menor fluxo de pessoas já correm um risco significativo de registrar casos da doença porque têm conexões com cidades que são polos regionais”, diz o pesquisador.

Da Redação da Agência PT com agências de notícias e informações de OPAS e Agência FAPESP