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Jornal de Piracicaba online

Cidade ganha estação hidrológica e integra projeto SOS Chuva do Cepagri

Publicado em 29 agosto 2016

Piracicaba receberá estação hidrológica interligada a radar meteorológico do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, capaz de detectar eventos climáticos de grande escala com até seis horas de antecedência. O equipamento deve entrar em funcionamento no rio Piracicaba já na primeira quinzena de setembro e integra o projeto SOS Chuva, sistema inovador no país e uma parceria entre USP (Universidade de São Paulo) e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Pluviômetros automáticos também serão instalados em área experimental da Fazenda Areão, à margem da rodovia Deputado Laércio Corte (SP- 147), e medirão a quantidade de chuva.

Segundo o Cepagri, detectores de granizo serão disponibilizados às pessoas que se comprometerem a participar do projeto. O objetivo é criar um canal de interatividade com a população de Piracicaba e das outras cidades atendidas pela pesquisa. Aqueles que se cadastrarem para obter o equipamento poderão mandar fotos e vídeos pelo site do Cepagri.

A diretora do Centro de Pesquisas, Ana Ávila, disse que, além de Piracicaba, Limeira também contará com uma estação hidrológica e outras duas ficarão em Campinas. “Essa estação é composta por sensor que mede o nível da água do rio (Piracicaba), tira fotos e tem sensor pluviométrico, tudo com transmissão de dados em tempo real. Estamos em campo instalando os equipamentos e acreditamos que até o começo de setembro estejam operando”, afirmou.

Quanto ao projeto, Ana afirmou que a duração de coleta dos dados com o radar será de dois anos e reforçou a importância de adquirir um equipamento similar após o prazo. “Será importante para continuar captando com precisão e antecedência grandes eventos atmosféricos (tempestades).” O radar meteorológico do Cepagri será instalado no campus da Unicamp e também coletará dados por aproximadamente dois anos.

Sensores de descargas elétricas capazes de captar a formação de raios no interior das nuvens — em até 20 quilômetros — serão colocados em Americana, Campinas (no campus da Unicamp), Itatiba, Indaiatuba, Santo Antônio de Posse e Tuiuti. Eles farão o acompanhamento e a formação de nuvens com potencial de gerar fenômenos severos. Um anemômetro sônico também será instalado no próprio radar na Unicamp. O equipamento serve para estudar ventos fortes na zona urbana.

PROJETO — O SOS Chuva contou com R$ 3,5 milhões de financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e foi aprovado no final de 2015.