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China busca parceria com instituições de pesquisa de São Paulo

Publicado em 10 setembro 2013

Representantes da China discutem na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) a aproximação dos dois países nas áreas de ciência e tecnologia e os benefícios mútuos de uma maior parceria entre pesquisadores brasileiros e chineses.

Em visita à Fapesp, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, disse buscar a aproximação, “embora nossos sistemas de ciência e tecnologia sejam diferentes”. Segundo Jinzhang, nos últimos anos, a China aumentou os investimentos em ciência, tecnologia e educação.

“Para encorajar ainda mais esses investimentos, a China estabeleceu uma série de parques de desenvolvimento de ciência e tecnologia em diferentes regiões do País e, a fim de facilitar as pesquisas, passou a dar incentivos, em todos os níveis de governo, às instituições de pesquisa, universidades e empresas, em todas as áreas", afirmou.

Como resultado, o embaixador destacou o grande número de patentes registradas por seu país. De acordo com ele, os chineses já estão entre os maiores do mundo também nesse quesito. Para Jinzhang, algumas áreas de pesquisa interessam especialmente à China para a realização de futuras parcerias.

“O Brasil possui know-how em diversos setores, com pesquisas de ponta nas áreas de aviação civil, aeroespacial, agricultura, nanotecnologia e energias alternativas. Ambos os países têm interesses nessas áreas e há colaboração, inclusive, entre laboratórios que já atuam conjuntamente”, disse Jinzhang.

Para o embaixador, São Paulo não é somente o coração da economia brasileira, mas também da pesquisa, da ciência e da tecnologia. “Após esse contato inicial, esperamos contribuir para que as instituições acadêmicas e de pesquisa paulistas possam encontrar novas formas de cooperação com as instituições congêneres chinesas”, disse.

O representante da Fapesp, Celso Lafer, lembrou que entre as áreas promissoras para parcerias está a de telecomunicações, como o desenvolvimento conjunto de satélites entre os dois países.

Lafer ponderou que a aproximação entre os países deveria se estender à produção do conhecimento. “A China é um país importante na produção de conhecimento e está no horizonte do processo de internacionalização da pesquisa brasileira. No caso da Fapesp, o país passa a ter importância prioritária, em uma cooperação que vai se adensar ainda mais com a realização de uma Fapesp Week na China”, disse Lafer. O evento está previsto para abril do próximo ano.

Fonte: DiarioNet - São Paulo/SP