Notícia

Plástico Industrial

Chegaram ao mercado novas opções em polipropileno

Publicado em 01 dezembro 2010

A ampla família de polipropilenos da Braskem ganhou mais dois rebentos. Os novos grades S 501XP e CP 286 foram desenhados para atender às necessidades dos setores de construção e automotivo. Direcionado ao segmento de automóveis, responsável por cerca de 9% das vendas totais de PP da empresa, o novo composto de PP CP 286 chega ao mercado com volume de vendas projetado em 2,8 mil toneladas, apenas neste ano. Para a S 501XP, com foco na construção, a Braskem espera atingir um volume de vendas de 30 toneladas por mês no primeiro ano.

Desenvolvida para atender aos diversos requisitos dos processos produtivos da indústria automotiva brasileira, segundo o fabricante, a resina CP 286 supre nas peças todos os atributos exigidos em acabamento e segurança.

No caso de aplicações externas, o novo composto foi desenhado especialmente para peças grandes, como parachoques e saias laterais, que requerem altos índices de fluidez, bem como elevados requisitos mecânicos, por conta da segurança. Já para aplicações no interior do veículo, além de proporcionar excelente estética e aparência, o produto atende ainda às restrições crescentes de emissões de voláteis (também chamados de baixo VOC - volatile organic compounch).

Já o produto desenvolvido para a construção, a resina S 501 XP, visa em particular o seu uso em toldos e coberturas translúcidas em chapas alveolares. Elaborada pela Braskem para atender à demanda por materiais mais competitivos no setor de construção civil. Como se trata de uma aplicação que possibilita maior utilização de iluminação natural, o consumidor final reduz o seu consumo de energia elétrica. As chapas translúcidas de polipropileno são adequadas para ambientes residenciais, toldos, fachadas, coberturas e passarelas.

Segundo a Braskem, além de ser um material de fácil manipulação e acabamento, o polipropileno oferece excelente relação custo/benefício, baixa densidade, alta durabilidade e chega ao con-sumidorfinaljá tratado pelo transformador com agente antiultravioleta, sem risco à exposição externa.

A resina S 501XP é um PP homo-polímero modificado, de baixo índice de fluidez e excelente resistência ao impacto quando exposto a baixas temperaturas, desenvolvido especialmente para extrusão de chapas de alta rigidez.

Mais desenvolvimentos contemplam os mercados de polipropileno bio-rientado (BOPP) e de filmes de PP. São os termopolímeros Symbios 4102 e 3102, desenhados para substituir resinas importadas, ambas apropriadas para o processo de empacotamento automático. O grade 4102 é especialmente indicado na camada de selagem em coextrusão de filmes biorientados, com temperatura inicial de selagem inferior a 115 graus celsius, em face não tratada. Possui aditivação adequada para o processo de metalização. A variedade 3102, de fluidez mais elevada, atende o segmento de filmes de PP, mantendo as características idênticas às do 4102.

Os dois produtos se destinam às camadas externas das embalagens e aliam propriedades funcionais diferenciadas: oferecem baixa temperatura de selagem, excelentes propriedades óticas e de processamento/retenção do tratamento superficial, bom desempenho no processo de metalização e alta compatibilidade com as camadas adjacentes.

Nanofibras - A Braskem firmou com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) um convênio de cooperação científica e tecnológica para identificar nanofibras de celulose de diferentes fontes vegetais mais produtivas, com melhor desempenho e biodegradáveis para uso na indústria.

O projeto faz parte do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e conta com o apoio da Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (Fipai). O programa prevê prazo de execução de três anos e recursos de RS 500 mil, dos quais R$ 252 mil bancados pela Fapesp e o restante pela Braskem.

O desenvolvimento das nanofibras envolve três pesquisadores e cinco bolsistas da Embrapa Instrumentação, unidade de São Carlos-SP, que terão como matéria-prima para o estudo o bagaço de cana, resíduos de casca de coco, variedades específicas de algodão colorido, sisal, curauá e resíduos agrícolas. A Embrapa Instrumentação estuda há anos a extração de nanofibras e todo o material da pesquisa em parceria com a Braskem será caracterizado de acordo com as várias técnicas empregadas até então. > M. A. S. R.