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CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Chamada para novos INCTs recebe 651 propostas, mais que o dobro da edição anterior (1 notícias)

Publicado em 20 de dezembro de 2024

Mais de 600 grupos liderados por pesquisadores de 179 instituições de todos os estados do país demonstraram interesse em obter financiamento para redes multi-institucionais e interdisciplinares dedicadas à investigação científica em temáticas estratégicas e ao enfrentamento a grandes desafios nacionais. É o que apontam os dados da demanda bruta da quinta chamada do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), que nesta edição recebeu 651 propostas, mais que o dobro do total de propostas submetidas à chamada anterior (307), realizada em 2022.

A demanda bruta total por recursos alcançou aproximadamente R$ 8,4 bilhões, cerca de cinco vezes o aporte total da chamada, de R$ 1,5 bilhão - valor que, por sua vez, já representa o triplo do investimento realizado nos INCT através da chamada 2022 e é a maior chamada já realizada pelo CNPq em volume de recursos. O limite de valor por projeto também foi ampliado, alcançando R$ 15 milhões, mais que o dobro do limite de R$ 7 milhões da chamada anterior. O resultado da chamada está previsto para abril.

A região Sudeste lidera a quantidade de propostas, com 304 envios. A seguir estão o Nordeste (130), Sul (118), Centro-Oeste (50) e Norte (49). Ao menos 30% dos recursos do FNDCT - maior investidor da chamada - serão destinados a propostas lideradas por instituições localizadas no Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, como forma de promover o desenvolvimento científico e tecnológico.

"A notável resposta da comunidade científica brasileira à chamada demonstra claramente sua confiança em uma rápida e robusta recuperação do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação", afirma o presidente do CNPq, Ricardo Galvão. "A participação direta de todos os parceiros possibilitou um aumento substancial no valor máximo permitido ao orçamento dos projetos. Isso permitiu a aglutinar grupos mais pujantes nas diferentes propostas, o que certamente refletiu no número de propostas apresentadas", avalia Galvão. Diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade Oliveira explica que "os INCTs são o topo da pirâmide da ciência brasileira: são redes nacionais de pesquisa, muitas em cooperação internacional, que desenvolvem investigação científica de ponta em todas as áreas de conhecimento".

No intuito de expandir e consolidar o programa, que atualmente conta com 202 institutos em todas as áreas do conhecimento, o CNPq contou com parceiros para alavancar um total de R$ 1,5 bilhão em investimentos. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), investirá R$ 1 bilhão na chamada. Outros investidores são o Ministério da Saúde (MS), por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), com aporte de R$ 100 milhões; a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com R$ 50 milhões; e as fundações de amparo à pesquisa de quatro estados: São Paulo (FAPESP), R$ 200 milhões; Rio de Janeiro (Faperj), R$ 150 milhões; Minas Gerais (Fapemig), R$ 50 milhões; e Espírito Santo (Fapes) R$ 10 milhões, que sinalizou a possibilidade de aportar mais R$ 20 milhões nesta chamada.

Na chamada de 2022, o valor anunciado foi de R$ 300 milhões, complementados em 2023 com um aporte adicional de R$ 258 milhões em recursos Federais e estaduais, viabilizados ainda na transição para o atual governo.

Histórico e luta por manutenção

O Programa INCT foi criado em 2008, fruto de uma parceria exitosa entre o CNPq e o MCTI, e posteriormente contou com a participação das fundações estaduais de amparo à pesquisa. Englobando projetos de pesquisa de temáticas complexas, os institutos são formados por grandes redes nacionais de pesquisa, com grande ênfase na cooperação internacional e voltadas ao desenvolvimento de projetos de alto impacto científico e tecnológico.

Nos 16 anos de vigência do programa, foram estabelecidas mais de 1.835 parcerias nacionais e 1.302 internacionais