Notícia

Brasil Econômico

Chagas, malária e dengue têm apoio modesto

Publicado em 25 abril 2012

A GlaxoSmithline Brasil (GSK) é um dos laboratórios com mais experiência no desenvolvimento de medicamentos para as chamadas doenças negligenciadas. Entram nessa categoria doenças como o Chagas e Leishmaniose que, por estarem concentradas em países pobres ou em desenvolvimento, não resultam em grandes retornos financeiros às companhias. No Brasil, os portes da empresa para descobrir a cura dessas doenças são pequenos, de R$ 3 milhões, especialmente se em comparação com os investimentos anuais de US$ 5,8 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da companhia. Mas são uma das maiores apostas do governo. A empresa fechou uma parceria com as instituições publicas Fapesp e CNPq, como parte do projeto Trust In Science desenvolvido pela GSK em vários pontos do mundo. O foco é dar apoio a pesquisadores locais que estudem moléstias tropicais e negligenciadas (como a leishmaniose) e metabólicas (diabetes), entre outras. Na primeira fase, foram 48 inscritos e 8 selecionados para receber financiamento para pesquisas. A meta é compartilhar com a Fiocruz, de quem é parceira desde 1985, conhecimentos sobre o combate a malaria, tuberculose, entre outros.

No final de 2011, a partir de pesquisas desenvolvidas em um modelo de parceria semelhante ao firmado com o governo brasileiro, a empresa descobriu uma vacina eficiente para o combate da malaria africana, cujo vírus é diferente da variação presente no Brasil.

Aliança

O País também faz parte da DNDi (Medicamentos para Negligenciados, na sigla em Inglês), uma aliança entre Ministérios da saúde e laboratórios de públicos  e privados de diversos países para o desenvolvimento de pesquisas de doenças negligenciadas.

A GSK é uma das empresas parceiras do projeto, ao lado de outras gigantes do setor, como a Novartis, a Pfizer e Merck.