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Agência Gestão CT&I

CGEE desenvolve ferramentas de inteligência tecnológica

Publicado em 13 janeiro 2016

Assumir o risco tecnológico associado a um novo projeto sempre foi visto como um grande problema pelos setores público e privado. Pensando nos riscos que pode levar uma ideia promissora a não se tornar um produto ou processo inovador, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) lançou uma série de ferramentas e métodos que auxiliam os tomadores de decisão a avaliar o investimento em projetos tecnológicos.

 

O Centro está divulgando as vantagens do uso desses instrumentos junto a diversas instituições do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). Eles foram apresentados à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a pró-reitores de Pesquisa das universidades estaduais e federais paulistas.

A iniciativa faz parte da atividade de Observatórios de Tecnologias do CGEE. De acordo com o assessor técnico da organização social, Thyrso Villela, as ferramentas desenvolvidas podem ser aplicadas em vários campos do conhecimento. Uma delas é a de mapeamento de recursos humanos.

“Algumas tecnologias, dependendo do projeto, não estão disponíveis no País. Por isso, essa ferramenta ajuda a identificar profissionais no Brasil que possam contribuir para o esforço de dominar tecnologias críticas de interesse de setores estratégicos”, afirma.

Outra ferramenta atua na análise de criticidade da tecnologia. Para chegar a um produto, é necessário entender exatamente quais são as tecnologias que estão envolvidas no projeto. Eles podem ser considerados não crítico, baixo, médio e alto. Esses graus são utilizados para definir ações que propiciem o domínio tecnológico desses elementos em curto, médio e longo prazos.

“O que fizemos foi sistematizar a forma de definir o quão crítico um determinando elemento é dentro de um projeto tecnológico. Ele pode ser não crítico, sem que você tenha que se preocupar com ele, ou pode ter um grau baixo, médio ou alto. Dependendo do tipo, você implementa ações de domínio tecnológico que vão desde angariar recursos humanos para desenvolver essa tecnologia até prover meios de teste para que ela seja efetivamente desenvolvida”, diz.

Segundo o assessor, esse processo pode ser aplicado em diversos setores tecnológicos. As ferramentas desenvolvidas podem ser utilizadas tanto pelo setor público, por meio das agências de fomento à inovação, quanto por empresas no campo da inteligência competitiva.

O CGEE também já apresentou as ferramentas a instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

(Agência Gestão CT&I, com informações do CGEE)