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Cerat lança três cultivares de batata-doce (9 notícias)

Publicado em 08 de maio de 2023

Equipes da Unesp e do Centro Internacional da Batata, em Moçambique, realizaram análises de carotenóides em mais de mil plantas de batata-doce.

Desde 2012, o agrônomo Pablo Forlan Vargas, que atua como professor na Faculdade de Ciências Agrárias do Vale do Ribeira da Universidade Estadual Paulista (FCAR-Unesp), tem realizado extensivas pesquisas na região sul do Estado de São Paulo, bem como nos municípios de Vera Cruz, Botucatu, Jaboticabal e Ilha Solteira, com o objetivo de encontrar a batata-doce perfeita.

Com isso, o objetivo era encontrar uma batata-doce que apresentasse características desejáveis. Dessa forma, é possível citar: fácil cultivo, resistência a pragas e seca, formato adequado (oval, não muito fina), alta quantidade de massa seca (que não se desfaz ao cozinhar) e, principalmente, altos níveis de betacaroteno.

Além, é claro, do pigmento alaranjado, que é um precursor de vitamina A. Um nutriente que estava em falta nas crianças da região do Vale do Ribeira quando o projeto foi iniciado.

Objetivo alcançado

Após uma década, durante a qual obteve três financiamentos da FAPESP e estabeleceu uma colaboração com a unidade de Moçambique do Centro Internacional da Batata, algumas coisas mudaram.

Com isso, o cientista lançou no mercado três novas cultivares que possuem níveis mais elevados de carotenoides. Dessa forma, incluindo o betacaroteno, em comparação com a variedade comercial atualmente disponível no Brasil, reconhecida por ter a maior concentração desse pigmento.

A cerimônia oficial de introdução das cultivares aconteceu em 8 de maio, no auditório do Centro de Raízes e Amidos Tropicais (Cerat) da Unesp. Localizado em Botucatu, onde o pesquisador Vargas atua como pesquisador associado.

Batata-doce acessível

A partir disso, as plantas são cultivadas e disponibilizadas de forma gratuita aos agricultores. Principalmente pequenos proprietários de terra que cultivam para subsistência ou para comercialização em pequena escala.

Com isso, anualmente, a equipe liderada por Vargas participa da Feira de Troca de Sementes e Mudas Quilombolas do Vale do Ribeira. Nesse evento, os moradores compartilham entre si sementes, brotos e mudas de diversas culturas, visando preservar a diversidade de espécies alimentares na região.

Dessa forma, além de fornecerem as batatas-doces cultivadas localmente e coletadas pelos pesquisadores, eles também disponibilizarão uma variedade proveniente do país vizinho, com o intuito de enriquecer a dieta dos habitantes de São Paulo.